Israel intensifica bombardeios no Líbano e agrava conflito com Hezbollah

Militares israelenses intensificam ataques no Líbano
Na segunda-feira, os militares de Israel iniciaram uma série de ataques no leste do Líbano, ampliando sua campanha de bombardeios durante um cessar-fogo que não conseguiu eliminar completamente as hostilidades com o grupo armado Hezbollah. Os ataques na região do Vale de Bekaa representam a primeira vez que essa área foi atingida desde o início do conflito, reduzindo o ritmo dos ataques, mas sem interromper totalmente os confrontos armados.
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Israel continuou a bombardear o sul do Líbano, onde suas tropas ocupam uma faixa do território, destruindo residências que consideram parte da infraestrutura utilizada pelo Hezbollah. Em resposta, o grupo apoiado pelo Irã manteve seus ataques com drones e foguetes contra as forças israelenses, tanto no Líbano quanto no norte de Israel.
Desdobramentos dos ataques
Um porta-voz militar israelense informou que as forças de Israel começaram a atacar a infraestrutura do Hezbollah em Bekaa e em áreas do sul do Líbano. Fontes de segurança relataram à Reuters que os ataques atingiram a cidade de Nabi Chit, próxima à fronteira oriental do Líbano com a Síria, embora não haja relatos imediatos de vítimas.
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A mídia estatal libanesa também noticiou diversos ataques no sul do país, resultando em pelo menos três feridos.
O Hezbollah anunciou que atacou um tanque israelense no sul do Líbano utilizando um drone. Os militares israelenses confirmaram que um drone do grupo explodiu próximo a suas tropas na região, mas sem causar feridos.
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Impacto da guerra e reações políticas
Desde 2 de março, mais de 2.500 pessoas perderam a vida em ataques israelenses em todo o Líbano, após o Hezbollah disparar contra Israel em apoio ao Irã, desencadeando uma campanha aérea e terrestre israelense que devastou partes do sul do Líbano.
O conflito acentuou as divisões entre a população libanesa, que está dividida em relação ao armamento do Hezbollah e às possíveis negociações de paz com Israel.
Os embaixadores do Líbano e de Israel nos Estados Unidos se reuniram duas vezes para discutir o cessar-fogo, buscando abrir caminho para conversas diretas visando um acordo de paz entre os dois países. O Hezbollah se opõe firmemente a essas negociações, com seu líder Naim Qassem descrevendo-as como uma “concessão humilhante e desnecessária.” Qassem afirmou que tais negociações e seus resultados são irrelevantes para o grupo, que continuará sua resistência em defesa do Líbano e de seu povo.
Declarações do presidente libanês
O presidente libanês, Joseph Aoun, defendeu a iniciativa do governo de participar de conversações diretas e criticou indiretamente o Hezbollah, sem mencioná-lo pelo nome. Aoun afirmou que o que estão fazendo não é traição, mas que a traição é levada a cabo por aqueles que conduzem o país à guerra em busca de interesses externos.
Ele questionou: “Alguns nos responsabilizam por decidirmos ir às negociações sob o pretexto da falta de consenso nacional, e eu pergunto: quando vocês foram à guerra, vocês obtiveram primeiro o consenso nacional?”
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



