Quais critérios ajudam a avaliar a confiabilidade de um banco em 2026?

Para avaliar a confiabilidade de um banco ou instituição financeira, é fundamental considerar três pilares essenciais: solidez financeira, proteção ao cliente e regulamentação. O especialista Marcos Piellusch, professor da FIA Business School, detalha os principais critérios que devem ser analisados nesse processo.
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O primeiro aspecto a ser verificado é se a instituição atende aos requisitos básicos de segurança. É imprescindível que o banco seja autorizado e regulamentado pelo Banco Central (BC). Este órgão estabelece níveis mínimos de capital para diferentes tipos de instituições, além de exigências relacionadas à cibernética e compliance.
Instituições que gerenciam aplicações de investimento também precisam ter a autorização da CVM (Comissão de Valores Mobiliários). Outro ponto importante é a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que assegura a devolução dos investimentos e depósitos em até R 250 mil por CPF e instituição quando ocorre falência do banco.
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Indicadores financeiros e avaliação de risco
Outro critério crucial é o capital disponível no banco. Esse montante, conhecido como Patrimônio de Referência, é essencial para cobrir riscos relacionados a empréstimos e investimentos. Piellusch explica que essa medida geralmente é avaliada pelo Índice de Basileia, que indica a saúde financeira das instituições.
O Banco Central estipula que esse índice deve ser no mínimo 11%, embora existam bancos acima e abaixo desse patamar. Por exemplo, um índice de 15% significa que um banco possui R 15 em capital próprio para cada R 100 emprestados.
A nota atribuída ao banco pelas agências de classificação de risco também merece atenção. “O rating de crédito avalia a probabilidade do banco não cumprir com suas obrigações financeiras”, diz Piellusch. As notas variam entre AAA, indicando segurança máxima, até D, sinalizando alto risco de calote.
Mudanças negativas nesse rating são alarmantes e podem indicar problemas financeiros.
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Avaliação do atendimento ao cliente
A forma como uma instituição lida com as reclamações dos clientes é outro fator relevante para medir sua confiabilidade. “Analisar rankings do BC e plataformas como Reclame Aqui ajuda a entender a confiança dos consumidores”, destaca o especialista.
O ranking do BC classifica bancos com base no volume de reclamações consideradas procedentes em relação ao total de clientes, enquanto o Reclame Aqui fornece informações sobre o histórico de respostas das empresas às demandas dos usuários.
Por fim, é importante observar os rendimentos oferecidos e as captações realizadas pela instituição. Se um banco começa a oferecer taxas significativamente mais altas do que seus concorrentes, isso pode ser um indício para desconfiança. “Assim como em um produto muito barato no mercado, uma rentabilidade excessiva pode sinalizar riscos maiores”, alerta Piellusch.
Informações adicionais sobre governança e segurança cibernética
Informações divulgadas na mídia sobre inadimplência ou resultados negativos também devem ser levadas em conta. Dados contidos nos relatórios trimestrais das instituições financeiras podem fornecer insights valiosos sobre sua performance financeira, incluindo métricas como ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) e margem financeira líquida.
Por fim, as medidas adotadas pelos bancos para garantir a segurança cibernética merecem atenção especial. Tecnologias como autenticação em duas etapas, criptografia e inteligência artificial são utilizadas para proteger dados e ativos dos clientes.
Conhecer as ferramentas disponíveis na sua instituição financeira preferida pode ajudar na prevenção contra fraudes digitais.
Autor(a):
Ricardo Tavares
Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.



