PT diz que só 60% da frota de ônibus circula na capital e aciona Nunes e Tarcísio

Ofícios pedem Metrô, CPTM, EMTU e linhas da Artesp em capacidade máxima até o fim da votação, após decisão da Justiça Eleitoral exigir 100% da frota municipal.

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à esquerda, e o prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), à direita.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), à...
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O diretório estadual do PT (Partido dos Trabalhadores) de São Paulo enviou dois ofícios, no domingo (25), ao governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) e ao prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB). O partido pede que todas as modalidades de transporte público, como ônibus, metrô, CPTM e EMTU, operem em capacidade máxima.

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O presidente estadual da legenda, Francisco Daniel Celeguim de Morais, diz ter informações de que apenas 60% da frota de ônibus circula na capital paulista.

Justiça Eleitoral exige frota completa na véspera da votação

No sábado (24), a 1ª Zona Eleitoral de São Paulo determinou que a prefeitura e a SPTrans colocassem 100% da frota municipal em operação. A decisão se apoiou em uma resolução do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), que exige, nos dias de votação, a mesma oferta de transporte praticada nos dias úteis.

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No ofício enviado à prefeitura, o partido relata que viu poucos ônibus em bairros da zona leste, como Itaim Paulista, além do centro e da Avenida Paulista. Para o diretório, a situação “evidencia que a redução não é pontual, mas atinge diferentes regiões da cidade”.

Por isso, a legenda pede o “reestabelecimento imediato” da frota até o fim da votação, além do retorno dos eleitores pra casa.

PT cobra transporte intermunicipal e linhas estaduais

Ao governador reeleito, Tarcísio de Freitas, o PT relata dificuldades para comprar passagens entre a capital e cidades do interior e do litoral paulista. A legenda também quer que o Metrô, a CPTM, as linhas da EMTU e as linhas reguladas pela Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) rodem com capacidade máxima.

Os dois ofícios se apoiam na Constituição, que torna o voto obrigatório. Na avaliação do partido, “cabe ao poder público assegurar as condições materiais para que o cidadão possa cumpri-lo”.

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Mais cedo, a coligação de Lula já tinha acionado a Justiça Eleitoral pelo mesmo motivo.

Prefeitura vê decisão como desnecessária, mas promete cumprir

A Prefeitura de São Paulo reagiu por meio de nota. Ela questionou o fato de a decisão ter sido tomada “a menos de 24 horas do pleito” e a chamou de “desnecessária”. Ainda assim, a administração afirmou que vai cumpri-la.

De acordo com a gestão Nunes, circularam 6,9 mil ônibus no primeiro turno, com reforço de 40% na frota. O mesmo plano, segundo a prefeitura, estava previsto para o domingo (25).

A CNN Brasil entrou em contato com as equipes de Ricardo Nunes e de Tarcísio de Freitas, mas não obteve retorno até a publicação.

SPTrans relata prazo curto e cita planejamento anterior

Em nota, a SPTrans informou que foi notificada pelo Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) às 13h10 do sábado 24 de outubro. A determinação mandava colocar 100% da frota de ônibus municipais em operação no domingo (25), com menos de 12 horas de antecedência em relação ao início da operação.

Segundo a empresa, às 13h32 ela comunicou todas as concessionárias responsáveis pelos 32 lotes operacionais da cidade e repassou a determinação judicial para que as medidas fossem adotadas.

A SPTrans também afirma que ampliar a frota em tão pouco tempo traz desafios operacionais. Os operadores, conforme a nota, têm dificuldade para mudar escalas, jornadas e rotinas já organizadas, além de precisar considerar a folga dos profissionais e a organização necessária para o exercício do voto.

O planejamento original, feito com base em critérios técnicos e em dados de demanda, previa cerca de 6,9 mil ônibus em operação no domingo anterior, com oferta de aproximadamente 8 milhões de lugares e 3,4 milhões de passageiros transportados. O plano, de acordo com a empresa, foi enviado previamente aos órgãos eleitorais, sem questionamentos registrados, e foi adotado no primeiro turno.

A tarifa dos ônibus municipais segue gratuita aos domingos, pela política do Domingão Tarifa Zero, em vigor desde dezembro de 2023. A SPTrans afirma que continua monitorando a operação e a disponibilidade da frota, em conjunto com as concessionárias, para que os passageiros cheguem aos seus destinos, inclusive aos locais de votação.

A Redação Política reúne a cobertura do Clique Fatos sobre governo, Congresso, eleições e Justiça. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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