Proibição do PMMA em procedimentos estéticos: nova resolução do CFM entra em vigor hoje!
A partir de hoje, a proibição do PMMA em procedimentos estéticos gera polêmica. Entenda os riscos e as exceções dessa nova resolução do CFM.
Proibição do uso de PMMA em procedimentos estéticos
A partir desta terça-feira (2), entra em vigor a resolução do CFM (Conselho Federal de Medicina) que proíbe a utilização de PMMA (polimetilmetacrilato) em procedimentos estéticos. Essa substância, comumente usada como preenchedor, apresenta sérios riscos à saúde.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A resolução traz uma exceção: o uso do PMMA para tratar lipodistrofia em pacientes com HIV/Aids, desde que realizado conforme as diretrizes do SUS (Sistema Único de Saúde).
A decisão foi tomada após diversos casos de mortes, principalmente entre mulheres que se submeteram a aplicações estéticas. Em 2024, a influenciadora Aline Ferreira, que buscava aumentar o volume de uma região do corpo, ficou internada por nove dias devido a complicações, mas não sobreviveu.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
A nova resolução será publicada no DOU (Diário Oficial da União) nesta terça-feira e prevê penalidades para os profissionais que utilizarem a substância.
Os médicos que aplicarem PMMA em pacientes poderão enfrentar penas de 6 meses a 2 anos de prisão caso desrespeitem a nova norma. A proibição do uso do PMMA pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) foi discutida em uma coletiva de imprensa, na qual a CNN Brasil esteve presente.
Leia também
Graziela Bonin, conselheira federal do CFM, destacou os riscos associados ao uso da substância, que pode causar efeitos “mutilantes” no corpo.
As reações adversas vão desde alergias a granulomas, e a introdução do PMMA nos músculos pode provocar reações inflamatórias intensas devido à sua permanência nos tecidos. Além disso, há relatos de complicações graves que podem levar ao óbito.