Especialistas e Dr. Kalil discutem fragilidade da inteligência artificial na saúde em programa

O debate ressaltou a necessidade de dados de qualidade para garantir a eficácia da inteligência artificial na saúde, destacando riscos e oportunidades na área.

08/08/2026 19:40

3 min

IA pode cometer erros; entenda com especialistas e Dr. Kalil
IA pode cometer erros; entenda com especialistas e Dr. Kalil

Especialistas alertaram para a fragilidade da inteligência artificial durante o programa CNN Sinais Vitais, apresentado pelo Dr. Roberto Kalil. No debate, que contou com a participação dos radiologistas Giovanni Guido Cerri, professor titular da Faculdade de Medicina da USP e presidente do Inova HC, e César Namura, diretor do Departamento de Radiologia do Incor, foram discutidos os riscos e as oportunidades da utilização de algoritmos na saúde.

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Um dos pontos centrais abordados foi a qualidade dos dados utilizados no treinamento desses algoritmos. Cerri e Namura enfatizaram que dados inadequados comprometem diretamente o desempenho das tecnologias. “Se o dado é ruim, só vai sair algoritmo ruim.

Se o dado é bom, o algoritmo vai ser bom”, explicou Namura. Ele ainda destacou que muitos algoritmos são validados em populações de outros países, como a China, e podem não funcionar com a mesma precisão em contextos diferentes, tornando necessária uma adaptação — ou “tropicalização” — para garantir sua eficácia.

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Inteligência artificial como apoio aos médicos

No debate, Namura apresentou um exemplo prático sobre a aplicação de algoritmos na detecção de tromboembolismo pulmonar. Segundo ele, durante exames de abdômen realizados para check – up ou acompanhamento oncológico, os radiologistas podem focar em outras áreas e acabar não identificando problemas nas bases dos pulmões.

Nesse contexto, a IA pode servir como um alerta crucial.

Apesar disso, o especialista ressaltou que os algoritmos podem gerar falsos positivos e reforçou a importância de uma revisão cuidadosa das imagens por um profissional. “Por isso que não substitui. Por isso que você precisa de um curador para olhar as imagens”, afirmou.

Cerri também comentou sobre o impacto positivo da inteligência artificial na eficiência dos sistemas de saúde. Ele mencionou que a tecnologia pode direcionar pacientes aos especialistas mais adequados às suas condições, destacando que já existem algoritmos capazes de entrevistar pacientes para identificar problemas de saúde.

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Desafios e desigualdades no acesso à tecnologia

A discussão também abordou o risco de desigualdade no acesso à inteligência artificial nos sistemas públicos de saúde. Cerri reconheceu que a adoção dessas novas tecnologias requer investimentos significativos, o que pode retardar sua implementação em sistemas universais como o SUS.

No entanto, ele comparou essa situação ao histórico acesso limitado a tecnologias médicas no passado: assim como os grandes equipamentos eram inicialmente disponíveis apenas para uma parte da população e hoje estão acessíveis a todos, ele acredita que a IA seguirá um caminho semelhante.

Cerri destacou ainda que as tecnologias digitais — como telemedicina e interoperabilidade — têm custos significativamente menores do que os tradicionais equipamentos médicos, favorecendo uma democratização mais rápida do acesso às inovações.

Os textos gerados pela CNN Brasil são elaborados com base em cortes de vídeos dos jornais da programação. Todas as informações são rigorosamente apuradas e checadas por jornalistas antes da publicação final.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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