Profundidade do Canal de Acesso aos Portos de Itajaí e Navegantes cai e preocupa logística regional

A profundidade do canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes cai 30 cm, afetando a logística e a movimentação de cargas. Entenda as consequências!

01/05/2026 07:01

3 min

Profundidade do Canal de Acesso aos Portos de Itajaí e Navegantes cai e preocupa logística regional
(Imagem de reprodução da internet).

Profundidade do Canal de Acesso aos Portos de Itajaí e Navegantes é Reduzida

O canal que dá acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, em Santa Catarina, sofreu uma diminuição de aproximadamente 30 centímetros em sua profundidade operacional após quase dois meses sem dragagem. Essa redução pode impactar diretamente a logística portuária da região.

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Conforme informações da Portonave, essa limitação pode resultar em uma queda de até 10% na movimentação de cargas no Porto de Navegantes.

A profundidade ideal para as operações é de 14 metros, mas atualmente está em torno de 13,5 metros. Essa restrição torna mais difícil a entrada de navios de maior porte, especialmente os cargueiros de contêineres, que já estavam programados para atracar nos portos.

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O serviço de dragagem foi suspenso no início do ano e foi retomado apenas no começo de abril, por meio de uma contratação emergencial.

Verificação da Capitania dos Portos

Apesar da retomada do serviço, a Codeba (Companhia Docas do Estado da Bahia), responsável pela autoridade portuária, ainda não enviou um novo levantamento batimétrico à Capitania dos Portos, documento essencial para determinar as condições de navegação.

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Em resposta à falta de atualização, a Capitania dos Portos realizou uma verificação oficial na terça-feira (28), que indicou a necessidade de uma folga adicional de 30 centímetros abaixo da quilha nas áreas operacionais.

O último levantamento batimétrico disponível data de janeiro e tinha validade até 22 de março. No dia 26 de março, a Capitania já havia alertado a autoridade portuária sobre os riscos, em um momento em que o canal não contava com um contrato ativo de dragagem.

Histórico de Problemas e Mudanças Administrativas

Essa não é a primeira vez que a região enfrenta essa situação. No início de 2025, o serviço de dragagem também foi interrompido devido à falta de pagamento à empresa Van Oord, que é a mesma que voltou a operar no contrato emergencial atual.

Essa situação se insere em um contexto de instabilidade administrativa e disputas políticas envolvendo o Porto de Itajaí.

Após enfrentar dificuldades financeiras e operacionais, a gestão do porto foi transferida, em janeiro de 2025, para a Autoridade Portuária de Santos, a pedido do Ministério de Portos e Aeroportos. No entanto, essa mudança intensificou as tensões políticas na região, especialmente com a indicação de João Paulo, pré-candidato à prefeitura de Itajaí pelo PT, o que gerou atritos com o então prefeito, que é do PL.

Nova Transferência e Análise do TCU

Diante do impasse, o governo federal decidiu transferir novamente a administração do porto para a Codeba. Inicialmente, a companhia não tinha planos de realizar uma nova contratação emergencial para a dragagem, preferindo focar na estruturação da concessão definitiva do canal de acesso.

Contudo, após pressão de agentes do setor e diálogo com o ministério, essa decisão foi alterada.

Atualmente, o projeto de concessão do canal de acesso do Porto de Itajaí está sob análise no TCU (Tribunal de Contas da União). Fontes envolvidas no processo indicam que a expectativa é que o assunto seja levado ao plenário da Corte em junho.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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