Prisão de Deolane Bezerra opõe o promotor Lincoln Gakiya e o criminalista Aury Lopes Jr.

A influenciadora é investigada por suposta lavagem de dinheiro para o PCC; a defesa diz que todos os valores são lícitos.

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Foto: Reprodução
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A prisão de Deolane Bezerra e os protagonistas do caso

A detenção de Deolane Bezerra trouxe à tona dois nomes proeminentes do sistema penal brasileiro: o promotor de justiça Lincoln Gakiya, reconhecido por seu trabalho no combate ao PCC, e o advogado criminalista Aury Lopes Jr., uma das principais referências em direito penal no Brasil.

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Deolane está sendo investigada em uma apuração realizada pela Polícia Civil e pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) de Presidente Prudente, vinculado ao Ministério Público de São Paulo.

Os investigadores afirmam que o caso investiga uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro associada ao Primeiro Comando da Capital, utilizando empresas e movimentações patrimoniais para inserir recursos na economia formal. As investigações continuam em andamento e as alegações ainda serão avaliadas pela Justiça.

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Quem é Lincoln Gakiya

Lincoln Gakiya é promotor de Justiça do Gaeco em Presidente Prudente e é um dos principais nomes no combate ao PCC no Brasil, atuando há anos em investigações relacionadas à facção criminosa. Ele foi fundamental na transferência da alta cúpula do PCC para presídios de segurança máxima.

Em fevereiro de 2019, Marco Willians Herbas Camacho, conhecido como Marcola, foi um dos 22 integrantes da facção transferidos.

Gakiya esteve à frente dessa ação. A operação ocorreu após o Ministério Público descobrir um plano do PCC para resgatar líderes da facção detidos na penitenciária 2 de Presidente Venceslau. Gakiya fez o pedido de transferência e, durante a investigação, foram encontradas cartas em celas mencionando planos de ataques a autoridades públicas, sendo ele um dos alvos.

O promotor declarou que Deolane Bezerra, embora não seja uma integrante oficial do PCC, desempenha um papel crucial para a facção, facilitando a lavagem de dinheiro.

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Quem é Aury Lopes Jr.

A entrada de Aury Lopes Jr. na defesa de Deolane Bezerra trouxe um dos criminalistas mais renomados do Brasil para o centro do caso. Com uma carreira que abrange tanto a advocacia criminal quanto a produção acadêmica, Aury é conhecido por sua defesa de uma abordagem constitucional e garantista do processo penal, refletida em sua atuação profissional e em suas publicações.

Formado em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande em 1991, ele se especializou em direito criminal e processo penal.

Aury concluiu sua especialização em Direito em 1993 e, posteriormente, obteve doutorado em Direito Processual Penal na Universidad Complutense de Madrid, com uma tese sobre sistemas de investigação preliminar no processo penal, recebendo nota máxima e voto de louvor.

Desde 2000, ele é professor titular no programa de pós-graduação em Ciências Criminais da PUC-RS, além de ter atuado como professor convidado em programas de pós-graduação no Brasil e no exterior.

A investigação e a defesa de Deolane

Deolane Bezerra foi presa preventivamente na Operação Vérnix, uma investigação conduzida pela Polícia Civil e pelo Gaeco, do Ministério Público de São Paulo. Ela se encontra detida na Penitenciária Feminina de Tupi Paulista, no interior do estado.

A investigação apura uma suposta estrutura de lavagem de dinheiro atribuída ao PCC, utilizando empresas e movimentações patrimoniais para inserir recursos na economia formal. As apurações ainda estão em andamento e as alegações devem ser analisadas pela Justiça.

A defesa de Deolane afirmou que a influenciadora “conhece muita gente e circula em muitos meios”, mas que isso não pode ser considerado um elemento de responsabilização criminal. Segundo a defesa, todas as atividades de Deolane são lícitas e todos os valores estão devidamente declarados.

Eles alegam que ainda não houve oportunidade para explicar os valores atribuídos a ela, pois nunca foi convocada pela polícia para prestar esclarecimentos. A defesa também destacou que os valores mencionados no início da investigação referem-se a honorários advocatícios legais e que todos os valores podem ser explicados, mas não houve oportunidade para isso durante a investigação, que já dura quatro anos.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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