Presidente da Assembleia Nacional divulga balanço dos terremotos na Venezuela

Jorge Rodríguez descreve os terremotos como a maior tragédia da história da Venezuela, com 1.719 mortos e 855 prédios atingidos até então.

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Pessoas observam um prédio desabado no bairro de Altamira após um terremoto em Caracas em junho de 2026 | Foto: Reprodução

O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, divulgou nesta segunda-feira (29) um balanço dos dois grandes terremotos que atingiram o país no fim da tarde da quarta-feira (24).

Rodríguez descreveu o evento como “a maior tragédia” já sofrida pela população e pelo país. Até então, haviam sido registrados 1.719 mortos e 5.034 feridos.

Impacto das catástrofes: vítimas e danos estruturais

O número de pessoas atendidas em hospitais, hospitais de campanha e pontos de triagem chegou a 22.619.

Desde os tremores principais, foram registrados 611 eventos sísmicos: os dois grandes terremotos e 609 réplicas.

Avaliação dos edifícios afetados

Rodríguez também mencionou que, no dia anterior, a Fundação Venezuelana de Pesquisas Sismológicas (Funvisis) registrou uma réplica de magnitude 4,2, que causou preocupação entre os moradores, mas não deixou danos nem feridos.

Ao todo, foram avaliadas 855 edificações atingidas pelos tremores: 189 desabaram completamente e 666 sofreram danos parciais ou severos.

Avaliação da habitabilidade

Para lidar com a reconstrução, foi acionada uma comissão técnico-científica formada por especialistas de universidades nacionais, pelo Ministério da Habitação, pelas Forças Armadas Nacionais Bolivarianas (FANB) e por outras instituições especializadas.

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A equipe avalia a habitabilidade dos prédios com um sistema de semáforo, que indica se cada estrutura pode ser recuperada ou se representa perda total.

Coordenação na realocação temporária

Paralelamente, foi criada uma comissão responsável pelos abrigos provisórios para desabrigados e desalojados.

Atualmente, 15 desses abrigos funcionam no estado de La Guaira, instalados em escolas e outras instituições da região costeira. Na Grande Caracas, outros 50 locais já foram montados para receber a população deslocada.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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