Premier League perde quase meio bilhão com fim de apostas nos uniformes

Premier League sofre com perda estimada de quase meio bilhão na proibição de patrocínios nos uniformes.

21/08/2026 15:32

3 min

MANCHESTER, INGLATERRA - 26 DE ABRIL DE 2023: O troféu da Premier League é exibido antes da partida entre Manchester City e Arsenal, no Etihad Stadium, em Manchester, pela 33ª rodada do Campeonato Inglês. (Foto: Oli Scarff / AFP via Getty Images)
MANCHESTER, INGLATERRA - 26 DE ABRIL DE 2023: O troféu da Premie...

A temporada de futebol inglês que começa em setembro marca uma mudança histórica no modelo comercial da Premier League, considerada a competição mais valiosa do planeta. A partir desta sexta – feira, quando os jogos retornarem à disputa oficial dos clubes britânicos, entra vigorosamente em prática o banimento total das casas de apostas nos patrocínios frontais— ou “master” — dos uniformes.

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A proibição no peito da camisa é um movimento que foi aprovado coletivamente pelas próprias equipes há abril de 20O prazo concedido às agremiações era uma transição gradual de três anos justamente para a readequação desses contratos comerciais vigentes Até o ano passado, mais da metade das vinte grandes clubes dependia significativamente do dinheiro gerado por apostas neste principal espaço publicitário em suas camisas

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O impacto dessa restrição recaiu principalmente sobre times menores ou com menor porte na liga inglesa; nomes como Bournemouth, Brentford e West Ham foram citados entre os grupos mais atingidos pela medida regulatória no peito dos uniformes. Embora essa restrição afete diretamente as camisas jogadas pelos atletas na frente, outras áreas permanecem liberadas para publicidade: mangas, costas e calções continuam com exposição permitida tanto nas roupas quanto dentro dos estádios esportivos.

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**Impacto financeiro: perda potencial nos lucros**

A saída obrigatória desse patrocínio master — que historicamente oferece a melhor visibilidade comercial para as marcas —, deve gerar um prejuízo econômico considerável aos diversos clubes. Um relatório publicado pelo The Guardian apontou o alcance significativo da nova regra nas finanças das equipes.

Um executivo de clube estimou em jornal à imprensa que essa perca coletiva pode chegar ao valor astronômico de 80 milhões de libras, equivalente a R 544,8 milhões nesta temporada atual.

“Isso não significa necessariamente que esse dinheiro vai desaparecer; é apenas medir o potencial do espaço contratual que precisa ser recomposto,” explicou Ivan Martinho, professor especializado em marketing esportivo pela ESPM.

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Apesar da restrição no peito das camisas na Inglaterra, os especialistas apontam para um mercado global ainda estratégico. Daniel Fortune afirma que “a manutenção dessa exposição nas mangas”, ao invés de uma proibição total geral nos uniformes, comprova como este setor se tornou mundialmente importante para o futebol.

Por outro lado, a situação brasileira mostra outra dinâmica: desde 198— quando foi liberada oficialmente qualquer publicidade —, o espaço mais valorizado do esporte nacional sempre refletiu fielmente momentos econômicos internos.

“As casas de apostas inflacionaram muito o preço da área frontal no nosso país,” explica Wagner Leitzke, head de clube na Agência End to End. Ele detalha que chegou um momento em que era inviável disputar uma propriedade cujo crescimento superou drasticamente sua capacidade real de gerar retorno para os negócios bancários ou financeiros.

“Thiciana Simão, CEO e cofundadora AdSports, complementa essa visão ao afirmar que hoje as negociações precisam ter base estratégica; não basta apenas oferecer “uma camisa ou uma placa”. É fundamental entender qual problema específico aquele local pode ajudar a resolver na marca parceira.”

Veridiano Pinheiro, diretor executivo da Fut Pro Expo — evento anual de referência no setor —, destaca ainda os valores pagos aos times brasileiros. Segundo ele, esses números refletem tanto um crescimento quanto o amadurecimento constante do futebol em comparação com outros países sul americanos.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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