“Precisamos superar isto”, afirma Haddad em relação ao aumento tarifário de Trump

O ministro da Fazenda afirma que a decisão dos Estados Unidos “não tem fundamento” e que o governo Lula manterá a busca por negociação.

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Foto: Reprodução
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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou na quinta-feira (10.jul.2025) que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) buscará superar a taxa de 50% cobrada pelos Estados Unidos sobre o Brasil. Ele ressaltou que a negociação é o caminho a ser seguido.

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“Superaremos essa situação, porque não há fundamento. Simplesmente não há base. Não acredito que esse tipo de guerra comercial ajude a ninguém. O Brasil seguirá o seu caminho: o multilateralismo político e econômico. Acreditamos nisso”, declarou o ministro em entrevista ao Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé.

Trump anunciou a nova tarifa na noite de quarta-feira (9 de julho). As novas regras começam a valer a partir de 1º de agosto, caso não sejam revertidas.

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Haddad considera que a situação não deve permanecer. Declarou que o Ministério das Relações Exteriores tratará do assunto com os Estados Unidos.

“Não acredito que esta situação permanecerá, em primeiro lugar, porque possuímos uma diplomacia reconhecida globalmente como uma das mais competentes. O nosso Itamaraty tem capacidade de negociar e de se sentar à mesa.”

Trump afirmou ao anunciar as tarifas que o governo dos EUA deve se afastar da “relação de longa data e muito injusta” originada pela política tarifária de barreiras comerciais do Brasil.

Haddad divergiu dessa avaliação. Ele destacou que os Estados Unidos apresentam superávit comercial com o Brasil desde 2009. Isso indica que os americanos realizam mais vendas para o Brasil do que importam do país.

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A decisão é eminentemente política, pois não emana de nenhuma racionalidade econômica. Não foi racionalidade econômica o que foi feito ontem. Uma vez que os EUA, como todos sabem, são superavitários em relação à América do Sul como um todo, disse o ministro da Fazenda.

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