Policiais são condenados a até 22 anos por matar sargento a tiros dentro de quartel em SP

Dois policiais militares foram condenados nesta terça – feira (15) pela morte do sargento Rulian Ricardo da Silva, assassinado a tiros dentro de um quartel na zona Sul de São Paulo. A decisão é do Tribunal de Justiça Militar (TJM.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O capitão Francisco Carlos Laroca Júnior pegou 22 anos de prisão em regime inicial fechado por homicídio qualificado, além de 11 meses de detenção em regime aberto por fraude processual. Já o cabo Fabiano Rizzo foi sentenciado a 17 anos, 1 mês e 18 dias de reclusão, também em regime fechado, pelo homicídio qualificado, e a mais 6 meses de detenção em regime aberto pelo mesmo crime de fraude.
Reações e possibilidade de recurso
Segundo o TJM, os dois réus poderão recorrer da sentença em liberdade. A defesa de Fabiano Rizzo, representada pelos advogados Mauro Ribas e Renato Soares, já informou que vai recorrer da condenação. Já a defesa de Laroca não foi localizada até o momento — o espaço segue aberto para manifestação.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
O crime aconteceu no Alojamento de Sargentos, depois de uma briga entre os envolvidos. A confusão começou com uma discussão entre o sargento Rulian e a soldado Daiany de Godoy Silva por causa de alterações na escala de serviço.
A versão dos réus e a contestação do MP
Na versão inicial apresentada por Francisco e Fabiano, eles agiram em legítima defesa. Os dois teriam ido até o alojamento para questionar Rulian sobre a briga com Daiany. Os PMs alegaram que a vítima sacou um revólver contra o capitão e tentou disparar duas vezes, mas a arma falhou por estar sem munição.
Diante disso, Rizzo teria ordenado que Rulian largasse a arma e atirou. Em seguida, Laroca também efetuou três disparos.
O Ministério Público, porém, contestou essa versão. A denúncia apontou indícios de fraude processual para adulterar a cena do crime e esconder a dinâmica real do homicídio, levantando a possibilidade de outras motivações. O MP também destacou que os policiais se beneficiaram da situação de serviço para cometer o crime.
Leia também
A denúncia foi recebida pela Justiça Militar em 11 de março de 2026. Os réus respondem por homicídio qualificado — com recurso que dificultou a defesa da vítima — em concurso material com o crime de fraude processual.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



