Polícia Federal prende Vorcaro e integrantes de “A Turma” em nova operação

Polícia Federal prende Daniel Vorcaro em nova fase da operação Compliance Zero, com ordem do ministro André Mendonça.

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Foto: Reprodução
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Polícia Federal desmantela esquema criminal liderado por Daniel Vorcaro

A Polícia Federal avançou na investigação de um complexo esquema criminoso liderado pelo banqueiro Daniel Vorcaro. A operação revelou uma estrutura que envolvia fraudes financeiras, corrupção de servidores públicos, lavagem de dinheiro e a intimidação de adversários e jornalistas.

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O ministro André Mendonça, do STF, ordenou a prisão de diversos indivíduos envolvidos.

Principais envolvidos na prisão

Foram presos em operação na quarta-feira (4) os seguintes indivíduos: Daniel Vorcaro, Fabiano Zettel, Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão e Marilson Roseno da Silva. Além disso, o ex-diretor do Banco Central, Paulo Sergio Neves de Souza, está sob monitoramento eletrônico.

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Estrutura do esquema criminoso

A Polícia Federal identificou quatro núcleos de atuação no esquema. O primeiro, financeiro, estruturava fraudes contra o sistema financeiro. O segundo, de corrupção institucional, envolvia a cooptação de servidores do Banco Central. O terceiro, de ocultação patrimonial e lavagem de dinheiro, utilizava empresas para dissimular recursos ilícitos.

Por fim, o quarto núcleo se dedicava à intimidação e obstrução da Justiça, através do monitoramento ilegal de pessoas consideradas adversárias.

Investigação e decisões judiciais

Durante a investigação, a Polícia Federal descobriu que Vorcaro emitia ordens diretas para atos de intimidação contra concorrentes, ex-funcionários e jornalistas que criticavam o Banco Master. As mensagens trocadas revelavam a orientação do banqueiro para “dar um pau” em um jornalista que publicava reportagens negativas.

O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva também foi preso, sendo apontado como líder do grupo “A Turma”, que buscava informações clandestinas e monitorava adversários de Vorcaro.

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Envolvimento no STF e desfechos da operação

O caso chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) devido ao envolvimento de autoridades com prerrogativas de foro. A Polícia Federal encontrou documentos com o nome do deputado federal João Carlos Bacelar (PL-BA) em um endereço ligado a Daniel Vorcaro. O ministro Toffoli, que estava na relatoria do caso, inicialmente solicitou o reconhecimento da incompetência da Justiça Federal para lidar com o caso.

Posteriormente, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, sugeriu a declaração de suspeição de Toffoli, gerando debates e mobilizando a maioria dos ministros da Corte em defesa do colega.

Acareação e conclusão da operação

A Polícia Federal realizou uma acareação entre os principais depoentes do caso, incluindo Daniel Vorcaro, Paulo Henrique Costa e Ailton de Aquino, para esclarecer contradições nos depoimentos sobre a origem das carteiras de crédito negociadas entre o BRB e o Banco Master.

A operação Compliance Zero, autorizada pelo ministro André Mendonça, revelou o acesso do grupo de Vorcaro a sistemas sigilosos da Polícia Federal, do Ministério Público Federal e da Interpol, justificando a prisão dos investigados.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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