Polícia Federal prende duas pessoas na Espanha por tráfico internacional de ovos de aves

A investigação começou após a apreensão de 24 ovos no Galeão, em outubro de 2025, e também alcançou Suíça e Brasil.

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A Operação Ninho Vazio começou a partir da apreensão de 24 ovos no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, traficados por uma mulher que os levava por baixo de sua roupa.

Duas pessoas foram presas na segunda-feira (19), na Ilha de Gran Canária, na Espanha, suspeitas de tráfico internacional de ovos de aves silvestres. A ação, batizada de Operação Ninho Vazio, foi realizada pela Polícia Federal com colaboração da Polícia Nacional da Espanha.

A operação também cumpriu mandados na Suíça e no Brasil. A investigação começou após a apreensão de 24 ovos no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro, em outubro de 2025.

Mandados foram cumpridos na Espanha, Suíça e Brasil

As prisões na Espanha foram feitas com base em mandados de prisão preventiva solicitados pela Justiça brasileira. Segundo a PF, os investigados viajaram juntos da Suíça para as Ilhas Canárias, onde há criadouros e parques para papagaios e outras aves.

A Operação Ninho Vazio também concluiu um mandado de prisão preventiva contra uma mulher apontada como responsável pelo transporte dos ovos. Ela foi incluída na Difusão Vermelha da Interpol para localização e captura.

Na Suíça, o FOCBS (Departamento Federal de Alfândega e Segurança de Fronteiras) cumpriu três mandados de busca e apreensão. Em Curitiba, a PF executoudois mandados de prisão temporária e três de busca e apreensão.

Ovos foram apreendidos no Aeroporto do Galeão

A investigação começou em outubro de 2025, depois que 24 ovos de aves silvestres foram encontrados no Aeroporto Internacional do Galeão. A mulher investigada se preparava para embarcar com os ovos presos ao corpo, por baixo da roupa.

Entre os ovos apreendidos, a PF identificou os de papagaio-de-cara-roxa (Amazona brasiliensis) e papagaio-charão (Amazona pretrei), espécies classificadas como ameaçadas de extinção.

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PF aponta viagens recorrentes e divisão de tarefas

As apurações indicaram que integrantes do grupo faziam viagens recorrentes entre o Brasil e a Suíça havia aproximadamente 20 anos, com estadias curtas no Brasil. A análise de comunicações e dos vínculos entre os investigados e os ovos apreendidos revelou um padrão de transporte clandestino para o exterior.

Segundo a PF, os investigados dividiam tarefas relacionadas à organização das viagens, ao transporte e à recepção dos ovos no exterior. A corporação também afirmou que o transporte inadequado provocou a morte de alguns embriões.

Os investigados poderão responder por tráfico de animais silvestres, maus-tratos, contrabando e organização criminosa. A PF continua a investigação para identificar outros fornecedores, intermediários e destinatários dos animais.

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