Tarcísio cita 27 tiros ao defender revisão de procedimentos da PM após mortes

Tarcísio afirmou que cada ocorrência será apurada individualmente; armas, celular e imagens de câmeras corporais foram recolhidos para análise em um dos casos.

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O governador de São Paulo e candidato à reeleição, Tarcísio de Freitas (Republicanos), faz caminhada pelo boulevard central de Barueri, na Região Metropolitana de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (1º).
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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, disse nesta sexta-feira (16) que é preciso reavaliar os procedimentos da Polícia Militar depois que três pessoas em surto foram baleadas por agentes. Em dois episódios, policiais fizeram mais de 20 disparos contra homens; no mais recente, uma mulher levou um tiro na cabeça.

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Sobre esse último caso, relatos preliminares indicam que a PM foi chamada por pessoas da região porque a mulher estaria com uma faca. Três policiais tentaram conversar com ela, mas recuaram quando ela se aproximou, segundo as informações iniciais.

Tarcísio pede revisão de procedimentos da PM após mortes

Governador diz que casos são apurados individualmente

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Tarcísio afirmou que o Palácio dos Bandeirantes acompanha as ocorrências e tenta compreender o que levou os policiais a agir. “Estamos acompanhando de perto. Cada caso está sendo apurado de forma individual. A gente tem que entender o que provoca o que provocou a reação do policial em cada caso, né?

Porque tem situações que você tem uma ameaça caracterizada, outras não. O policial tá ali, tem que defender a sua própria vida também”, disse.

Um dos casos ocorreu por volta das 2h45 de sábado (10), quando um jovem morreu após ser atingido por 27 tiros. Informações preliminares da investigação apontam que o Corpo de Bombeiros recebeu uma chamada sobre um jovem que ameaçava atirar contra si próprio.

Uma equipe com quatro policiais militares foi enviada ao local.

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De acordo com a versão dos agentes, Gustavo correu ao notar a chegada da equipe, levou a mão à cintura e tentou se proteger atrás de um imóvel. Depois, avançou na direção dos policiais com os braços estendidos e um objeto na mão. Os bombeiros constataram a morte após os disparos.

Quatro policiais foram afastados após morte de jovem

As armas dos agentes e o celular de Gustavo foram recolhidos para perícia. As imagens das câmeras corporais também foram solicitadas para análise.

Os quatro policiais envolvidos foram retirados das atividades operacionais. A Secretaria da Segurança Pública de São Paulo informou que abriu um Inquérito Policial Militar para investigar a atuação dos agentes. A Polícia Civil conduz uma investigação pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).

Em outro episódio, um homem de 40 anos morreu depois de ser atingido por 24 disparos na madrugada do dia 3 de outubro, na Vila Dionísia, na Zona Norte de São Paulo. A Secretaria de Segurança Pública (SSP) informou que os policiais atenderam a uma ocorrência sobre um homem aparentemente em surto, que ameaçaria pedestres com uma faca e uma barra de ferro.

Policiais usaram armas de choque antes dos disparos

Segundo a SSP, o homem avançou contra os três policiais. Eles tentaram contê-lo com dispositivos de eletrochoque, sem sucesso, e depois dispararam. O homem foi levado a uma unidade de pronto atendimento, mas morreu em decorrência dos ferimentos.

Já o policial militar André Coelho Maximo da Costa, preso em flagrante após a morte de Camila Pereira da Silva, de 32 anos, no Parque São Domingos, na zona Oeste de São Paulo, foi colocado em liberdade pela Justiça. O caso ocorreu na quinta-feira (15).

A decisão foi tomada após audiência de custódia nesta sexta-feira (16) e prevê medidas cautelares. O policial foi afastado das atividades operacionais e das funções que exigem porte de arma de fogo; ele ficará restrito a tarefas administrativas.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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