Polícia Federal inicia operação para combater lavagem de dinheiro envolvendo PCC
Polícia Federal desmantela esquema complexo de lavagem de dinheiro ligado ao PCC sob forte pressão das sanções americanas.
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta sexta – feira (3) a Operação Exchange para investigar suspeitas de lavagem de dinheiro proveniente do tráfico internacional de drogas no Brasil.
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No entanto, investigadores da PF avaliam que as pessoas apontadas como ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) dificultaram o trabalho das autoridades brasileiras após os anúncios recentes sobre sanções dos Estados Unidos contra alvos brasileiros; até agora, Victor Shimada permanece foragido e possuía um mandado de prisão expedido desde junho pela polícia federal.
Operações nacionais em meio à pressão externa
A investigação conduzida sob o nome “Operação Exchange” visa desvendar esquemas complexos onde recursos oriundos do narcotráfico internacional são lavados por intermédio de empresas ou operações financeiras criadas para ocultar a origem ilícita desses valores.
Em paralelo ao avanço da operação policial no país, há debates acirrados sobre qual nação deve conduzir as investigações que envolvem grandes organizações criminosas brasileiras. O ministro da Fazenda, Dário Durigan, reforçou publicamente essa visão durante entrevista concedida à Record em quarta – feira (1º.
“É a polícia brasileira, são os investigadores brasileiros… é o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), e também a Receita Federal”, afirmou ele, defendendo veementemente que o combate ao crime organizado precisa permanecer sob responsabilidade das instituições nacionais.
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Sanções dos EUA contra alvos ligados ao PCC
A crescente participação do governo estadunidense no monitoramento financeiro sobre suspeitos relacionados às organizações criminosas brasileiras foi interpretada por membros da administração como um recado. Na prática, Washington tem ampliado sua pressão financeira em relação aos investigados pelo tráfico internacional na região.
Nesta semana, especificamente na quarta – feira (1º), Stella Stefanie de Oliveira e Victor Shimada foram incluídos — juntamente com a empresa Victory Trading Intermediação de Negócios Cobrança e Tecnologia Ltda., que pertenceu a ele —, numa lista sancionatória emitida pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac.
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Este órgão está vinculado ao Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.
Segundo o governo estadunidense, foi revelado um esquema onde Shimada liderava uma estrutura para lavagem de dinheiro. Essa operação era sediada em São Paulo mas atuava junto à Flórida; as autoridades americanas afirmam ainda ter rastreado movimentações superiores a US 30 milhões provenientes da droga ilícita por meio de criptomoedas transfronteiriças.
Defesas e próximos passos das investigações
As sanções impostas incluem tanto o bloqueio imediato de bens localizados sob jurisdição americana quanto a proibição total de qualquer tipo de transação com pessoas ou empresas ligadas aos envolvidos na investigação. A defesa dos alvos reagiu às medidas.
Em nota, os advogados do empresário Shimada informaram que não tiveram acesso à documentação usada para fundamentar as penalidades anunciadas pelo governo americano.
Os defensores afirmam negar “veementemente qualquer envolvimento com organização criminosa ou com a prática de lavagem de dinheiro”, expressando confiança no esclarecimento completo e adequado por meio das vias legais cabíveis; até o momento da matéria, Stella Stefanie de Oliveira ainda não se manifestou sobre este caso complexo.**.