Polícia Civil investiga estupro coletivo em Campo Grande com vídeo vendido a R$ 5,00

Polícia Civil investiga estupro coletivo em Campo Grande
A Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou que os suspeitos de um estupro coletivo de uma adolescente de 12 anos em Campo Grande, na zona Oeste, chegaram a comercializar o vídeo do crime por R$ 5,00. O incidente ocorreu no final de abril, quando a menina foi atacada por oito adolescentes, após ser vítima de uma emboscada orquestrada pelo seu então namorado.
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As imagens do ato violento foram gravadas e compartilhadas nas redes sociais. A delegada Fernanda Caterine, da Delegacia de Apoio à Mulher (Deam) de Campo Grande, informou que, na gravação, os suspeitos se vangloriam após cometerem o crime. A mãe da adolescente registrou a ocorrência na delegacia na noite da última quarta-feira (13).
Durante o depoimento, a menina confirmou a violência sofrida.
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Investigação e apreensões
Após o relato da vítima, a polícia iniciou as investigações e conseguiu identificar os oito menores envolvidos, solicitando a internação provisória deles. Nesta sexta-feira, seis dos suspeitos foram apreendidos por atos infracionais análogos ao crime.
Eles foram localizados em Campo Grande e Santíssimo, também na zona Oeste do Rio. A investigação continua em busca dos outros dois menores.
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O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro informou que o caso está sob segredo de justiça.
Outro caso de estupro coletivo em Copacabana
No início deste ano, em 31 de janeiro, um caso semelhante ocorreu em Copacabana, na zona Sul do Rio. A vítima, também uma menor, foi emboscada pelo ex-namorado. Ele enviou mensagens convidando-a para ir ao seu apartamento, o que a jovem aceitou devido à confiança que tinha nele.
Ao chegarem ao local, o suspeito revelou que estava acompanhado de outros dois amigos e mencionou que fariam “algo diferente”, o que a jovem recusou. Segundo o inquérito, ao entrar no apartamento, a vítima começou uma relação sexual consentida com o menor.
Contudo, o quarto foi invadido pelos outros jovens, que insistiram para participar do ato.
Pressão e agressões
Apesar da negativa da vítima, houve insistência e pressão para que ela cedesse. A situação se intensificou, resultando em agressões físicas e atos sexuais forçados por parte de todos os presentes. A menina relatou que os jovens a impediram de deixar o quarto, continuando com os abusos.
Um deles chegou a confrontá-la, perguntando se a mãe a via nua, já que ela estava “machucada e sangrando”. Em 17 de abril, o ex-namorado da vítima foi submetido à internação, conforme decisão da Vara da Infância e da Juventude da Capital, assinada pela juíza Vanessa Cavalieri.
Autor(a):
Sofia Martins
Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.



