Polícia Civil abre inquérito sobre ocupação da reitoria da USP

Os investigadores pediram a quebra de sigilo dos celulares apreendidos com os estudantes.

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Foto: Reprodução
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Polícia Civil investiga ocupação na USP

A Polícia Civil de São Paulo iniciou um inquérito para apurar a atuação de estudantes da USP (Universidade de São Paulo) durante a ocupação do prédio da reitoria na semana passada. Na madrugada de domingo (10), a desocupação foi realizada por policiais militares, que utilizaram bombas e gás lacrimogêneo.

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De acordo com a SSP (Secretaria de Segurança Pública), durante a operação, os agentes apreenderam objetos pessoais que serão analisados no inquérito. Os itens, incluindo celulares, foram encaminhados ao Instituto de Criminalística, e o 93º DP (Jaguaré) é o responsável pela investigação, que foi registrada como dano ao patrimônio público.

A equipe encarregada do caso solicitou a quebra de sigilo telefônico dos celulares dos grevistas para verificar a possível prática de crimes, como invasão mediante violência, e para comprovar os danos ao edifício. A pena para dano ao patrimônio público varia de seis meses a três anos de detenção, podendo ser aumentada em caso de uso de violência, além de multa.

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Entenda a Greve na USP

A mobilização, liderada pelo DCE da USP, teve início há pouco mais de um mês em apoio aos servidores que protestavam contra uma gratificação anunciada pela reitoria, que beneficiava apenas os professores. Cerca de 150 alunos se revezaram em turnos durante a greve, organizando tarefas, uma agenda cultural e a limpeza do espaço.

A reitoria, no entanto, descartou novas rodadas de negociação. Após pressão, os servidores conseguiram avanços salariais e encerraram a paralisação, enquanto os estudantes decidiram manter a greve em prol de suas próprias reivindicações.

A principal demanda dos estudantes é o reajuste do Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), que atualmente oferece benefícios que variam de R$ 335 para estudantes em moradia estudantil a R$ 885 para auxílio integral. A proposta da USP é um reajuste baseado no índice IPC-FIPE, elevando o auxílio integral para R$ 912 mensais e o auxílio parcial para R$ 340.

Contudo, os estudantes consideram essa proposta insuficiente, defendendo um aumento para R$ 1.804, valor equivalente ao salário mínimo paulista.

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Críticas e questões estruturais

A administração da Universidade tem resistido às propostas dos grevistas. Além do reajuste, os estudantes criticam questões estruturais, como a gestão do restaurante universitário, conhecido como “bandejão”, a moradia estudantil e a situação do Hospital Universitário (HU), que, segundo os manifestantes, perdeu cerca de 30% de seu quadro de funcionários na última década.

A ocupação da reitoria ocorreu no campus do Butantã, na zona Oeste de São Paulo. Durante o fim de semana, os estudantes realizaram assembleias e manifestações. No entanto, a Polícia Militar iniciou a desocupação na madrugada de domingo (10), e estudantes presentes relataram violência na abordagem, com o uso de bombas de efeito moral, gás lacrimogêneo, spray de pimenta e cassetetes para retirar os jovens do local.

Comissão para diálogo com os estudantes

Na quarta-feira (13), a reitoria da USP anunciou a criação de uma comissão com o objetivo de dialogar com a comunidade estudantil sobre as demandas apresentadas. Segundo o comunicado, ainda não há uma data definida para o início das discussões, mas profissionais com experiência em mediação e resolução de conflitos apoiarão o processo de interlocução.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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