PM prende suspeito de furtar bicicleta avaliada em R 1.800 na estação Palmeiras Barra Funda

Suspeito foi localizado após denúncia de passageiro e tentou fugir, mas foi contido pela PM.

Por que tantas pessoas caem em golpes por mensagem e ligação Saiba como agem os criminosos

Um homem foi preso em flagrante pela Polícia Militar na estação Palmeiras Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, suspeito de furtar uma bicicleta avaliada em R 1.800. A ação aconteceu após uma denúncia feita por um passageiro que viu o crime.

O suspeito tentou fugir ao perceber a aproximação dos policiais, mas foi contido ainda no local. A bicicleta foi recuperada e devolvida ao dono.

Engenharia social e a pressa para decidir

Casos como esse, em que o criminoso age de forma rápida e impulsiva, também têm paralelo com outro tipo de crime que cresce no país: os golpes digitais. Uma pesquisa do Ceticbr (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação), divulgada em agosto de 2026, revelou que 32% dos usuários de internet com 16 anos ou mais no Brasil relataram ter sofrido tentativas de golpes com uso de dados pessoais.

Isso representa cerca de 45 milhões de pessoas.

O levantamento mostrou ainda que 20% dos entrevistados afirmaram ter sido vítimas desse tipo de crime. Mensagens e chamadas telefônicas estão entre os principais canais usados pelos criminosos para abordar as vítimas.

Segundo Alex Martins, especialista em Estratégia de Prevenção à Fraude, a eficácia dos golpes não está apenas na falta de atenção das pessoas. Muitos são desenhados para gerar uma reação emocional antes que a vítima consiga pensar com clareza.

Como os criminosos exploram o medo e a confiança

Martins explica que a estratégia mais comum combina susto com urgência. “Na maioria das vezes é um contexto que gera susto aliado a urgência de resolver um problema, o intuito é não dar tempo para a vítima pensar e raciocinar que aquilo não faz sentido”, afirma.

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Esse tipo de abordagem é conhecido como engenharia social. O criminoso explora sentimentos como confiança, medo e a sensação de que é preciso agir rápido. Mensagens sobre compras suspeitas, contas prestes a serem bloqueadas ou pedidos de dinheiro de um familiar são exemplos clássicos.

O especialista também alerta para golpes que acontecem presencialmente. Pessoas idosas, por exemplo, podem ser abordadas em caixas eletrônicos por indivíduos que se oferecem para ajudar durante uma operação financeira. Em pagamentos na entrega, uma tela de máquina de cartão trincada ou encoberta pode impedir que o consumidor veja o valor antes de digitar a senha.

O hábito de parar e verificar antes de agir

A principal recomendação para evitar cair em golpes é não agir por impulso. Diante de uma mensagem ou ligação inesperada, o ideal é interromper o contato e confirmar a informação diretamente com a instituição ou pessoa envolvida, usando um canal oficial.

Também é importante não compartilhar senhas, códigos de autenticação ou dados pessoais por mensagens. Links recebidos sem solicitação e pedidos de transferência ou Pix acompanhados de pressão para uma resposta imediata devem ser tratados com desconfiança.

“Sempre ter em mente que as instituições não entram em contato, caso alguma entre em contato e pareça realmente legítima pelo tom de voz e dicção afirmando alguma situação trágica que está acontecendo com você, desligue, acesse sua conta para verificar se o que foi falado procede”, orienta Martins.

No fim, reconhecer que os golpes existem é apenas o primeiro passo. A principal estratégia de defesa é criar o hábito de parar, verificar e só então agir.