Em visita às obras do VLT de Salvador, Bahia, nesta quinta-feira, 2 de abril de 2026, o presidente do PT fez um pronunciamento firme sobre o Pix, o sistema de pagamentos instantâneo brasileiro. Durante o evento, o petista assegurou que o Pix é uma criação nacional e não será alterado por pressões externas, em resposta a críticas recentes dos Estados Unidos.
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A declaração veio após o governo americano, liderado por Donald Trump, ter levantado preocupações em um relatório comercial, alegando que o Pix distorce o comércio internacional devido aos seus efeitos sobre a moeda. O presidente do PT enfatizou que o Pix é um produto do Brasil e que o país não permitirá que forças externas o modifiquem.
O pedido para que o presidente comentasse sobre o assunto foi feito diretamente pelo ministro da Secom, Sidônio Palmeira, que o conduziu ao local para abordar o tema. O governo dos Estados Unidos, por meio do Escritório do Representante Comercial (USTR), argumenta que o Banco Central do Brasil detém total controle sobre o Pix, o que pode limitar o espaço de mercado para empresas de pagamentos estrangeiras, como Visa e Mastercard.
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O relatório do USTR também destaca que a obrigatoriedade do Pix para instituições financeiras com mais de 500 mil contas pode criar desvantagens competitivas para fornecedores externos de serviços de pagamento eletrônico. Essa situação intensifica um debate diplomático entre Brasil e Estados Unidos sobre políticas econômicas e o desenvolvimento de tecnologias financeiras.
É importante ressaltar que, anteriormente, a administração Trump impôs tarifas elevadas sobre produtos brasileiros, atingindo até 50% em itens como café, carne e aço, e iniciou uma investigação sob a Seção 301 da lei comercial dos EUA para apurar possíveis práticas discriminatórias do Brasil em setores como comércio digital e serviços de pagamento eletrônico.
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Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.
