Pfizer revela resultados promissores do Lorbrena no combate ao câncer de pulmão; entenda o impacto

Os resultados do Lorbrena da Pfizer no tratamento do câncer de pulmão mostram uma taxa de sobrevida impressionante. Quais são os detalhes e implicações dessa

13/06/2026 16:26

4 min

Pfizer revela resultados promissores do Lorbrena no combate ao câncer de pulmão; entenda o impacto
(Imagem de reprodução da internet).

Resultados Promissores do Lorbrena no Tratamento do Câncer de Pulmão

Dados recentes indicam que 55% dos pacientes com câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) permanecem vivos e sem progressão da doença após sete anos de tratamento com Lorbrena, um medicamento da Pfizer que inibe mutações tumorais relacionadas à resistência a outros inibidores de ALK.

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Em comparação, apenas 3% dos pacientes tratados com Xalkori apresentaram a mesma condição. Uma análise atualizada revelou que a mediana de sobrevida livre de progressão não foi alcançada com Lorbrena, apresentando uma razão de risco estimada em 0,19 (IC de 95%: 0,13-0,26), o que representa uma redução de 81% no risco de progressão da doença ou morte em relação ao Xalkori.

Os resultados completos do estudo foram apresentados no Congresso Anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica, realizado em Chicago, EUA, e publicados simultaneamente na revista Annals of Oncology em maio. Jeff Legos, líder clínico de oncologia global da Pfizer, destacou que “embora não se possa tirar conclusões definitivas entre estudos, essa parece ser a maior mediana de tempo de sobrevida livre de progressão já observada em câncer de pulmão.” Além disso, a pesquisa concluiu que o Lorbrena preveniu e controlou metástases cerebrais em 94% dos casos, com uma razão de risco de 0,06 (IC de 95%: 0,03-0,12) após os primeiros 30 meses.

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Desempenho e Efeitos Colaterais do Lorbrena

A mediana de tempo até a progressão no sistema nervoso central não foi atingida com Lorbrena, enquanto com Xalkori foi de 16,4 meses (IC de 95%: 12,7-21,9). No momento da análise, 44% dos pacientes do estudo CROWN ainda estavam em tratamento com Lorbrena, em contraste com apenas 3% dos que usavam Xalkori.

Os perfis de segurança de ambos os medicamentos foram consistentes com estudos anteriores, sem novos sinais de segurança. Entre os efeitos colaterais mais comuns relatados por pacientes em tratamento com Lorbrena estão inchaço, ganho de peso, neuropatia periférica, alterações cognitivas e de humor, diarreia, falta de ar, dor nas articulações, hipertensão, cefaleia, tosse, febre, hipercolesterolemia e hipertrigliceridemia.

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Eventos adversos de graus três e quatro foram observados em 77% dos pacientes tratados com Lorbrena, enquanto 57% dos que utilizaram Xalkori apresentaram esses eventos. Efeitos colaterais levaram à descontinuação permanente de 5% dos pacientes em tratamento com Lorbrena e 6% dos que usaram Xalkori.

Não houve novos tratamentos interrompidos por efeitos colaterais após os primeiros 26 meses de uso de Lorbrena.

Sobre o Estudo CROWN e a Aprovação do Lorbrena

O estudo CROWN é um ensaio clínico de Fase 3, randomizado, aberto e de duas frentes paralelas, envolvendo 296 pacientes com CPNPC avançado e ALK-positivo sem tratamento prévio. Os participantes foram randomizados para receber monoterapia com Lorbrena (n=149) ou Xalkori (n=147).

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O desfecho principal do estudo foi o tempo livre de progressão, avaliado por meio da Revisão Central Independente Cega (BICR), com um desfecho secundário de tempo livre de progressão global, que ainda está em acompanhamento.

O Lorbrena foi aprovado no Brasil pela Anvisa em 2020, inicialmente para pacientes que não responderam a outros tratamentos para CPNPC avançado ALK-positivo. Em 2021, recebeu registro para tratamento de primeira linha no país e, em 2022, foi incorporado ao rol de cobertura obrigatória em planos de saúde.

Adriana Ribeiro, diretora médica da Pfizer Brasil, ressaltou que “até o início da década passada, havia opções limitadas para pacientes com alteração no gene ALK, mas os avanços possibilitaram o desenvolvimento de terapias-alvo que atuam diretamente nas células tumorais.”

Impacto do Câncer de Pulmão no Brasil

O câncer de pulmão é a principal causa de morte por câncer no mundo. Segundo o INCA (Instituto Nacional de Câncer), estima-se que ocorram cerca de 32 mil novos casos anualmente no Brasil, tornando-se um dos tipos de câncer que mais causam mortes no país.

O câncer de pulmão não pequenas células (CPNPC) representa aproximadamente 75% a 80% dos casos, e tumores ALK positivos ocorrem em cerca de 3% a 5% dos casos de CPNPC. Aproximadamente 25% a 40% das pessoas com CPNPC avançado e ALK-positivo podem desenvolver metástases em até dois anos após o diagnóstico inicial, o que está associado a menores taxas de sobrevivência e pode impactar significativamente a função cognitiva e a qualidade de vida dos pacientes.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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