PF vê possível estratégia de Mendonça para mudar forças no STF e favorecer anistia de condenados

Relatórios de inteligência divulgados por Moraes foram enviados a Edson Fachin, mas a PF ressalva que o material não tem valor probatório.

04/09/2026 18:50

3 min

LUIZ SILVEIRA/STF
LUIZ SILVEIRA/STF

A Polícia Federal avalia que o ministro, do, poderia estar tentando mudar a correlação de forças dentro do Supremo Tribunal Federal (STF) para favorecer uma anistia a pessoas envolvidas nos atos de 8 de janeiro de 2023 e na tentativa de golpe de Estado.

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A hipótese consta de relatórios de inteligência divulgados por Moraes na quinta – feira (3.

O material foi encaminhado ao presidente da Corte, Edson Fachin, ao na atuação de Mendonça. Em um dos documentos, os analistas mencionam a possibilidade de uma “estratégia de recomposição de forças no Tribunal”, com movimentos capazes de ampliar a influência de Mendonça e alterar o equilíbrio entre os ministros.

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Hipótese de mudança no equilíbrio do STF

A PF relaciona essa possibilidade a diferentes episódios. Entre eles está o apoio de Mendonça à indicação do advogado – geral da União, Jorge Messias, ao Supremo, além de articulações que envolveriam o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União – AP.

Na avaliação dos investigadores, uma mudança na composição ou na distribuição de forças dentro da Corte poderia ampliar as chances de aprovação de uma anistia ligada aos crimes cometidos em 8 de Janeiro. A CNN já havia revelado que .

Uma tabela incluída nos relatórios reúne as hipóteses consideradas pela PF. Entre as proposições registradas está a de que “a recomposição visa viabilizar anistia dos crimes de 8 de janeiro”.

Até 12 de agosto de 2025, o STF havia responsabilizado 1.190 pessoas pelos atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023. O grupo inclui o ex – presidente Jair Bolsonaro (PL), responsável pela indicação de Mendonça ao Supremo.

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Relatórios não têm valor probatório, diz PF

A própria Polícia Federal faz uma ressalva sobre o grau de certeza da hipótese. A corporação afirma que os documentos usados por Moraes são “documentos de trabalho” e “sem valor probatório”, produzidos para reunir análises de cenário com diferentes níveis de confiança.

Segundo a PF, os relatórios não apresentam conclusões criminais definitivas. Moraes, contudo, utilizou o conjunto do material para afirmar que existem “fortes indícios” de irregularidades atribuídas a Mendonça na condução das operações Sem Desconto, que apura fraudes no INSS, e Compliance Zero, relacionada ao Banco Master.

Entre os pontos apresentados por Moraes estão a suspeita de interferência nas investigações, a participação irregular em negociações de colaboração premiada e o direcionamento de alvos por razões pessoais e políticas, inclusive ele próprio.

Crise no Supremo envolve mensagens e contatos

O caso ocorre em meio à crise aberta no Supremo nesta semana. O episódio começou depois que Mendonça retirou o sigilo de um relatório da PF que expôs mensagens e registros de contatos entre Moraes e o ex – banqueiro Daniel Vorcaro.

A divulgação dos documentos ampliou o conflito entre os ministros e passou a integrar as discussões sobre a atuação de Mendonça. A hipótese de uma tentativa de recompor forças no STF aparece, portanto, entre os cenários analisados pela Polícia Federal, mas a própria corporação atribui baixo grau de confiança à conclusão.

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Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.

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