PF cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca contra fraude no registro de CACs no RJ

Operação Polaridade apura documentos falsos, uso de armas de uso restrito e possível ligação entre processos fraudados e armamento apreendido.

04/09/2026 07:51

3 min

PF apreende armas durante a Operação Polaridade no RJ.
PF apreende armas durante a Operação Polaridade no RJ.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta – feira (4), a Operação Polaridade para investigar um esquema de fraude em processos de aquisição e registro de Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores. A ação cumpre 20 mandados de prisão e 26 de busca e apreensão no Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo.

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Na capital fluminense, as ordens judiciais são cumpridas em Campo Grande, Gardênia Azul e Inhoaíba. As diligências também alcançam Niterói, Duque de Caxias, Macaé, Volta Redonda, São João de Meriti, Maricá, Magé e Pinheiral.

Como funcionava a fraude investigada

As investigações começaram depois que a PF encontrou inconsistências em processos analisados na Delegacia de Polícia Federal em Niterói. O foco da apuração está nos pedidos relacionados à aquisição e ao registro de armas para Colecionadores, Atiradores Desportivos e Caçadores.

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Segundo os investigadores, um funcionário terceirizado que atuava na análise de documentos do Núcleo de Armas teria aprovado solicitações sem que os documentos exigidos fossem apresentados. Em outros casos, de acordo com a investigação, os processos continham documentos falsos.

Entre as irregularidades identificadas está o uso dos mesmos documentos em processos de pessoas diferentes. A PF também encontrou comprovantes de residência falsificados e certificados técnicos com problemas, elementos que poderiam ter sido usados para dar aparência regular aos pedidos.

Os investigadores localizaram ainda solicitações sem documentos obrigatórios para a aquisição de armas. Entre os modelos citados na apuração estão armas de uso restrito, o que ampliou a preocupação da PF com o possível alcance do esquema.

Armas apreendidas e crimes apurados

A investigação identificou possíveis relações entre alguns dos processos analisados e armas que foram apreendidas posteriormente durante uma ação policial. A PF agora tenta esclarecer se os pedidos fraudados tinham ligação direta com esse armamento e qual teria sido a participação de cada investigado.

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A corporação também apura se o esquema mantinha vínculos com organizações criminosas. Além de buscar identificar todos os envolvidos, os investigadores analisam a forma como os processos eram preparados, examinados e aprovados no Núcleo de Armas.

Os suspeitos são investigados por organização criminosa, corrupção passiva, falsidade ideológica, uso de documento falso e comércio ilegal de armas de fogo. A apuração reúne crimes ligados tanto à falsificação e ao uso de documentos quanto à possível negociação irregular de armamentos.

A PF também verifica se houve inserção de informações falsas em sistemas da Administração Pública. A Operação Polaridade cumpre os mandados no Rio de Janeiro e em Vila Velha, no Espírito Santo, enquanto a investigação busca esclarecer a extensão do esquema e a eventual ligação dos pedidos com organizações criminosas.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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