Pesquisa Indexa: 68% dos brasileiros apoiam impeachment de ministros do STF

Pesquisa Indexa aponta que 46% dos brasileiros responsabilizam Alexandre de Moraes pela crise no STF.

Os ministros Gilmar Mendes, André Mendonça, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli em sessão plenária do STF

Pesquisa divulgada nesta terça – feira (15) pela Indexa Broadcast mostra que 68% dos brasileiros são “totalmente a favor” de um processo de impeachment contra os ministros envolvidos na crise do STF (Supremo Tribunal Federal). O levantamento ouviu 2.000 entrevistados entre os dias 10 e 13 de setembro.

Do outro lado, 9% dos entrevistados disseram ser mais a favor do que contra o afastamento dos magistrados, enquanto 4% afirmaram ser mais contra do que a favor. Apenas 15% se declararam totalmente contrários à saída dos ministros. Uma fatia de 3% disse não conhecer o assunto o suficiente para opinar, e 1% não soube ou não respondeu.

Principal responsável pela crise no STF

Quando o assunto é a origem da crise, 46% dos entrevistados atribuem a responsabilidade ao ministro Alexandre de Moraes. Já 16% apontam André Mendonça como o principal culpado. O ministro Dias Toffoli, que foi o primeiro relator do caso Master antes de Mendonça assumir, foi citado por 6% dos participantes.

Outros 4% responsabilizam Flávio Dino, e 3% atribuem a crise a Edson Fachin, que assumiu a relatoria do processo no último fim de semana e preside a Suprema Corte. Uma parcela de 2% acredita que outro ministro, sem especificar qual, é o responsável.

Do total, 10% disseram não conhecer o suficiente para responder, 5% não acham que há uma crise na Corte e outros 5% afirmam que nenhum dos ministros é responsável. Os que não souberam ou não responderam somam 3%.

Critérios usados por Moraes e Mendonça no STF

A sondagem também mediu a percepção do eleitorado sobre os critérios usados pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça em suas decisões. Para 45% dos entrevistados, Moraes age com base em critérios técnicos. Já 16% acreditam que o ministro usa critérios políticos, e 24% apontam que as duas alternativas são empregadas por ele.

Uma parcela de 11% disse não conhecer o assunto o suficiente para avaliar, e 4% ficaram indecisos.

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No caso de Mendonça, 33% acreditam que o ministro utiliza critérios técnicos, enquanto 28% apontam o uso de critérios políticos. Os que veem os dois tipos de critério somam 17% dos entrevistados. Eleitores que afirmam não conhecer o assunto o suficiente para avaliar totalizam 20%, e os indecisos marcam 2%.

A margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela Agência Estado e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR 03482/2026.