Dino pede vista e STF adia decisão sobre unir casos de Moraes e Mendonça

Dino pede vista e interrompe julgamento no STF com placar de 4 a 3 pela separação dos casos de Moraes e Mendonça.

15/09/2026 18:51

3 min

Flávio Dino, ministro do STF
Flávio Dino, ministro do STF

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), pediu vista nesta terça – feira (15) e interrompeu o julgamento que decidia se os casos envolvendo os ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça deveriam ser analisados em conjunto. Com a suspensão, o presidente da Corte, Edson Fachin, encerrou a sessão com um placar parcial de 4 a 3 a favor da manutenção dos processos separados.

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Até o momento, votaram pela separação dos casos os ministros Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia. Já os ministros Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes defenderam que os procedimentos fossem reunidos em uma mesma análise.

O pedido de vista de Dino veio depois de ele ter sinalizado, ao longo da sessão, que era favorável à unificação dos processos. Como não concluiu formalmente o voto, a posição dele não foi computada no placar.

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O que está em jogo no STF

A discussão central do julgamento envolve a possibilidade de reunir em um único processo as investigações ou ações que tenham relação com os dois ministros. A decisão, quando for retomada, pode alterar o rumo dos procedimentos e a forma como a Corte trata casos que envolvem membros do próprio tribunal.

O placar apertado, de 4 a 3, mostra a divisão entre os ministros sobre o tema. Enquanto alguns defendem que a análise conjunta traria mais eficiência e evitaria decisões conflitantes, outros argumentam que a separação garante maior independência e evita a concentração de poder em um único relator.

A indefinição deixou o julgamento em compasso de espera, sem data para ser retomado.

Flávio Dino, que havia se manifestado a favor da unificação durante os debates, surpreendeu ao pedir vista no momento de formalizar o voto. Isso significa que ele terá mais tempo para estudar o caso e apresentar uma posição definitiva. Enquanto isso, o placar permanece provisório, e a Corte aguarda o retorno do ministro para dar continuidade ao julgamento.

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Repercussão entre os ministros

A sessão desta terça – feira foi marcada por debates intensos entre os integrantes da Corte. De um lado, Fachin, André Mendonça, Luiz Fux e Cármen Lúcia sustentaram que os casos devem tramitar de forma independente, cada um com seu relator natural.

Do outro, Gilmar Mendes, Cristiano Zanin e Alexandre de Moraes argumentaram que a reunião dos processos evitaria contradições e aceleraria as decisões.

Alexandre de Moraes, um dos ministros envolvidos diretamente na discussão, votou pela análise conjunta. André Mendonça, também parte dos casos, votou pela separação. A divergência expõe as diferentes visões dentro do STF sobre como lidar com situações em que ministros da própria Corte são partes ou alvo de procedimentos.

Com o pedido de vista de Dino, o julgamento foi suspenso e não há previsão de quando será retomado. A expectativa é que o ministro devolva o caso nas próximas semanas, mas o prazo pode se estender, já que a vista permite que ele analise o processo com mais profundidade.

Até lá, o placar parcial de 4 a 3 continua valendo como indicativo da tendência da Corte, mas sem efeito prático imediato.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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