Peña renuncia à presidência do Paraguai em meio ao impeachment e diz que quer “evitar mais danos”

Com a saída, o vice Pedro Alliana, cujo impeachment foi negado, deve assumir o governo, em meio à quebra do Ueno Bank, que deixou milhões sem acesso às contas.

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Presidente do Paraguai, Santiago Peña, publicou vídeo nas redes sociais, em 5 de novembro de 2026, para anunciar renúncia ao cargo | Foto: Reprodução/CNN Brasil
Presidente do Paraguai, Santiago Peña, publicou vídeo nas redes ...
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O presidente do Paraguai, Santiago Peña, apresentou a renúncia ao cargo na noite de sexta-feira (6), em uma mensagem de despedida. Ele disse que a decisão serve para “evitar mais danos ao país e contribuir para devolver a tranquilidade ao Paraguai”.

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Peña afirmou que não quer que sua presença seja motivo de “maior divisão ou instabilidade” e que sua responsabilidade é “colocar o país acima de seu destino pessoal”. A renúncia foi anunciada enquanto o Senado conduz a votação sobre o pedido de impeachment contra ele.

Senado avalia impeachment e vice deve assumir

A sessão do Senado começou por volta das 10h desta sexta-feira. O presidente estava previsto para comparecer, mas não foi ao Congresso e foi representado pelos advogados Adolfo Ferreiro e Ricardo Preda. Antes disso, a Casa havia rejeitado o pedido de prorrogação de 72 horas do processo.

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Na quinta-feira (5), a Câmara dos Deputados do Paraguai aprovou o impeachment de Peña por unanimidade. O processo acusa o presidente de “grave e sistemático mau desempenho de suas funções” e propõe a “retirada da investidura” do governante, que assumiu o poder em agosto de 2023 para um mandato de cinco anos.

Já o impeachment do vice-presidente Pedro Alliana foi negado, e ele é quem deve assumir o governo.

Quebra do Ueno Bank está no centro da crise

O banco Ueno, de propriedade do Grupo Vázquez, fechou as portas na terça-feira (3), depois que o Banco Central do Paraguai iniciou um processo de liquidação. A autoridade monetária constatou um déficit nos índices de solvência, ligado a empréstimos concedidos a empresas vinculadas ao grupo.

Com a suspensão, milhões de pessoas ficaram sem acesso às contas.

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Peña, economista que assumiu o governo em 2023, foi acionista do grupo proprietário do banco até março do ano passado. O Ueno tinha cerca de 3 milhões de clientes e concentrava depósitos públicos, incluindo recursos do Instituto de Previdência Social, que somavam cerca de US$ 850 milhões, o equivalente a cerca de R$ 4,6 bilhões.

A oposição acusa Peña de conflito de interesses, manipulação regulatória, desvio de recursos previdenciários e encobrimento institucional por parte do Banco Central, entre outros pontos. Durante a sessão, a deputada da oposição Rocío Vallejo afirmou: “Nunca antes alguém prejudicou, em um único dia, 3 milhões de pessoas na República do Paraguai, e o senhor conseguiu isso, senhor presidente… o senhor é a origem desse monstro que criou”.

A fala foi feita pouco antes de ela apresentar a acusação contra o presidente.

Peña pede prioridade para os poupadores

Antes de a renúncia ser anunciada, Peña já havia afirmado que os responsáveis pelas irregularidades vão responder à Justiça, sem exceções. Ele também anunciou a promulgação de uma lei que permitirá aos poupadores do Ueno recuperar seu dinheiro em menos tempo.

Ao tratar da lei, o presidente fez um apelo direto aos partidos. “Peço veementemente a todos os setores políticos que coloquem o interesse dos poupadores acima de qualquer outro interesse”, disse ele.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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