Santiago Peña é detido em casa após Senado aprovar destituição por 44 votos no Paraguai
O ex-presidente do Paraguai Santiago Peña foi detido em sua residência na sexta-feira (6), logo depois de o Senado aprovar sua destituição. A informação foi divulgada pelo jornal paraguaio ABC Color, que acompanhou a ação da Polícia Nacional.
A prisão cumpre determinação do Ministério Público, que pediu a prisão preventiva de Peña em meio às investigações sobre a crise financeira do Ueno Bank. Com a saída dele, o vice-presidente Pedro Alliana assumiu o comando do Executivo.
Ministério Público pede prisão de Peña e de Carlos Carvallo
Na mesma sexta-feira, o Ministério Público pediu a prisão de Peña e do ex-presidente do Banco Central do Paraguai (BCP), Carlos Carvallo. O caso envolve lesão de confiança e outros delitos.
O requerimento chegou ao Juízo de Garantias pelas mãos de quatro procuradores, vindos das unidades especializadas em Crimes Econômicos e Anticorrupção e em Crimes Informáticos. Eles pedem que seja cumprida uma ordem de prisão expedida na própria sexta-feira contra os dois ex-dirigentes.
De acordo com o ABC Color, Peña deve permanecer detido em casa até ficar à disposição do Ministério Público. Carvallo, por sua vez, deverá cumprir custódia nas instalações definidas pelo Comando.
Senado derruba Peña com 44 votos pela saída
O Senado aprovou por unanimidade o impeachment de Peña, em meio à crise política provocada pelo escândalo do Ueno Bank. Os parlamentares contabilizaram 44 votos pela saída do presidente.
O argumento central foi o mau desempenho das funções do cargo, hipótese prevista na Constituição paraguaia para afastar um chefe de Estado. A decisão teve apoio de todas as bancadas e atingiu o número necessário para tirá-lo do cargo de imediato.
Pedro Alliana, que era vice, passa a governar até 2028. A crise começou quando o banco sofreu intervenção do Banco Central por problemas de solvência, deixando milhões de clientes sem acesso ao dinheiro e provocando protestos no país.
Peña reconhece derrota em comunicado antes da votação
Minutos antes da votação, Peña divulgou um comunicado em que já reconhecia a derrota. Ele afirmou: “Apresentei minha renúncia para evitar maiores danos ao país e ajudar a restabelecer a tranquilidade no Paraguai. Não quero que minha presença cause mais divisão ou instabilidade. Minha responsabilidade é colocar o país acima do meu futuro pessoal”, alegou.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.