Pedro Sánchez classifica travessia de migrantes como “violação” da soberania da Espanha
A travessia em massa de dezenas de milhares de pessoas de Marrocos para o enclave espanhol de Ceuta, no norte da África, foi classificada como uma “violação da soberania territorial da Espanha” pelo primeiro-ministro Pedro Sánchez. Ele fez essa declaração a jornalistas nesta sexta-feira (31) durante uma coletiva com o ministro do Interior, Fernando Grande-Marlaska.
O Ministério do Interior da Espanha revelou que estima que cerca de 49 mil migrantes cruzaram para o enclave nas últimas 24 horas. O prefeito de Ceuta, Juan Jesús Vivas, disse que cerca de 60 mil pessoas cruzaram a fronteira nos últimos dias, o que representa mais da metade da população do enclave.
A situação se agravou após a chegada em grande escala de imigrantes por mar e terra, resultando em pelo menos 34 mortes.
Reações das autoridades e medidas tomadas
A travessia para Ceuta, que é cercada pelo Marrocos e se projeta para o Mediterrâneo, gerou reações rápidas das autoridades. A Itália ameaçou suspender o programa de fronteiras abertas internas da União Europeia.
Nos portões de entrada do enclave, as autoridades marroquinas tentaram conter o fluxo utilizando caminhões equipados com canhões de água.
Além disso, cenas dramáticas foram registradas nas proximidades, onde restos carbonizados de um ônibus e sete carros evidenciavam os confrontos ocorridos durante a tentativa de travessia. As autoridades espanholas afirmaram que se empenharão em expulsar rapidamente aqueles que entraram ilegalmente no território, mesmo diante de uma decisão judicial que estabeleceu novas restrições às regras especiais de “rejeição de fronteira”, as quais permitem expulsões imediatas.
Impacto na região e perspectivas futuras
A crise humanitária em Ceuta levanta preocupações não apenas sobre a segurança territorial espanhola, mas também sobre a resposta da União Europeia às questões migratórias.
A situação atual apresenta desafios significativos para as autoridades locais e nacionais.
O futuro imediato dependerá não apenas das ações locais, mas também das decisões tomadas pelas instituições europeias frente a essa crise humanitária.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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