Pedido de vista de Dino adia definição sobre julgamento conjunto de Moraes e Mendonça no STF

O Supremo Tribunal Federal (STF) deixou em aberto o futuro de duas ações que miram ministros da própria Corte. Na terça-feira (15), a sessão que analisaria o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens atribuídas a Alexandre de Moraes e ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro acabou suspensa sem definição.
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O motivo foi um pedido de vista do ministro Flávio Dino, que interrompeu a votação de uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes.
Gilmar Mendes defendia que o caso de Moraes fosse julgado em conjunto com o processo que trata de acusações de improbidade e interferência em investigações contra André Mendonça. A discussão caminhava para um empate quando Dino pediu vista, suspendendo a análise por até 90 dias.
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Com isso, a dúvida agora recai sobre a sessão prevista para 23 de setembro, que deveria julgar Mendonça.
O impasse sobre o julgamento de Mendonça
O pedido de vista de Dino pode inviabilizar a realização do julgamento de André Mendonça antes que a questão principal seja resolvida. Afinal, a discussão de terça-feira era justamente definir se os dois casos deveriam tramitar e ser julgados conjuntamente.
Enquanto isso não for decidido, o processo de Mendonça fica no limbo.
O presidente do STF, Edson Fachin, pretende detalhar o rito processual para a análise do pedido de investigação contra Mendonça na sessão plenária desta quarta-feira (16). Oficialmente, o caso não foi adicionado à pauta da próxima semana. A expectativa é que Fachin não inclua o processo na pauta do dia 23 e defina ainda hoje quais questões deverão ser analisadas pelos ministros.
A partir dessa definição, o presidente da Corte deve estabelecer o passo a passo processual, que pode incluir prazos para apresentação de defesas e manifestações das partes. A discussão desta quarta-feira também deve esclarecer se o mesmo rito será aplicado ao processo envolvendo Alexandre de Moraes, especialmente diante do pedido de vista de Dino.
O que está em jogo no STF
Na prática, a indefinição sobre a unificação dos julgamentos cria um cenário de incerteza. Se forem unificados, o andamento dependerá da conclusão do pedido de vista de Dino, que pode levar até três meses.
A decisão sobre o futuro das duas ações, por ora, segue nas mãos de Fachin e dos demais ministros, que precisarão encontrar um caminho para destravar o impasse.
Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Política
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