Cartão de VR e VA pode não passar em qualquer maquininha a partir de sábado (7), alertam empresas

Interoperabilidade é só parte do decreto do PAT, e as taxas cobradas de restaurantes subiram de 5,19% para 6,18% em um ano, segundo pesquisa Ipsos-Ipec.

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Ilustração de duas pessoas disputando cabo de guerra com um cartão de vale-refeição, VR – VA | Imagem gerada por inteligência artificial
Ilustração de duas pessoas disputando cabo de guerra com um cart...
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O decreto do PAT (Programa de Alimentação do Trabalhador), lançado pelo governo federal em novembro de 2025, entra agora na fase em que suas principais mudanças devem valer. A partir do sábado (7), a interoperabilidade de bandeiras deveria permitir que qualquer maquininha aceite pagamentos com qualquer benefício.

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O setor chega a essa data com dúvidas. Empresas ouvidas pela CNN Money relatam despreparo técnico para que os cartões de VR e VA sejam aceitos em qualquer estabelecimento, o que deve travar a aceitação ampla já neste primeiro momento.

Interoperabilidade é só uma parte do decreto

Any Genovez, diretora jurídica da Swile Brasil, afirma que o mercado teve um ano para se adaptar, mas que, na prática, ele não parece pronto. “Tudo indica que não”, diz ela, ao falar sobre a entrada em vigor da medida.

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Para Arthur Gouvea de Freitas, sócio do iFood e CEO do iFood Benefícios, a interoperabilidade é apenas uma parte pequena do texto. Ele a compara a uma “cereja do bolo” que depende de toda uma estrutura para se sustentar.

Antes disso, o decreto previa que as taxas cobradas pelas operadoras dos estabelecimentos fossem limitadas a 3,5%. Para Freitas, porém, a mudança mais importante era outra: a exigência de que as empresas do chamado “arranjo fechado” passassem para o regime aberto.

Essas duas mudanças já deveriam estar em vigor desde maio, mas, segundo ele, “pelo que vimos não foi implantado”.

Taxas de VR e VA sobem de 5,19% para 6,18%

No arranjo fechado, a provedora do benefício também emite o cartão e define as regras da operação contrato a contrato, o que limita a aceitação nos estabelecimentos. No aberto, a empresa busca uma bandeira, como Elo, Visa ou Mastercard, para operar os cartões.

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Os números mostram o efeito oposto ao esperado. Segundo a pesquisa Ipsos-Ipec de 20 de agosto de 2026, as taxas cobradas dos restaurantes pelas empresas de VR e VA subiram de 5,19% para 6,18% em um ano. A abertura dos arranjos também não avançou.

Em nota, a Up Brasil, empresa de benefícios corporativos que integra a Up Coop, afirma que os cartões não passarão a ser aceitos automaticamente em qualquer estabelecimento. “A interoperabilidade plena depende de definições técnicas e operacionais que ainda não foram estabelecidas”, diz o texto.

A empresa cita a necessidade de padrões de conexão, regras de autorização e liquidação, remuneração entre participantes e responsabilidades em casos de fraude.

Empresas veem avanço, mas pedem orientações claras

As marcas ouvidas pela reportagem reconhecem que a interoperabilidade amplia a liberdade de escolha dos trabalhadores. Elas também acreditam que a abertura dos arranjos pode estimular competição e inovação.

O CEO do iFood Benefícios defende que o decreto acelera o surgimento de soluções tecnológicas. “Porém, se o decreto não for implantado, a competitividade segue a mesma dos últimos 50 anos e o programa não é modernizado”, afirma Freitas.

Os porta-vozes ouvidos pela CNN Money citam o discurso do Ministério do Trabalho e Emprego, cujo chefe, Luiz Marinho, foi um dos principais defensores do decreto. Eles também apontam sinalizações de que novas medidas serão anunciadas para garantir a implementação.

Já as empresas do arranjo fechado dizem estar “comprometidas em avançar com a interoperabilidade”. A ABBT (Associação Brasileira das Empresas de Benefícios ao Trabalhador), que representa Alelo, Pluxee (antiga Sodexo), Ticket e VR, reconhece que a medida depende de orientações claras e do alinhamento entre credenciadoras, bandeiras, estabelecimentos e empresas de benefícios. A entidade afirma que a transição deve ser gradual e que a prioridade é preservar a rastreabilidade e a finalidade alimentar do PAT.

A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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