Papa Leão 14 faz primeira missa na América do Sul e reúne 40 mil pessoas em Paysandú, no Uruguai

Leão 14 usou o ritual do chá mate como símbolo de unidade e, ainda no sábado (7), visita bairro de Montevidéu marcado pelo tráfico e pela violência de gangues.

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Foto: Javier SORIANO / AFP

O Papa Leão 14 aconselhou cerca de 40 mil pessoas no Uruguai no sábado (7) a construir pontes de fraternidade e fé. Na sua primeira missa na América do Sul, ele também fez uma ode ao chá mate da região, com o objetivo de aumentar o perfil da Igreja Católica em um dos países mais seculares do continente.

A visita começou com um desembarque animado. A multidão cantou “Olé, olé, olé, olé, papa, papa!” quando o avião de Leão pousou em Paysandú, no oeste do Uruguai, na fronteira com a Argentina.

Fiéis recebem o papa com cornetas e lenços amarelos

Os fiéis aplaudiram de novo, tocaram cornetas e acenaram lenços amarelos quando o papa chegou ao local da missa em seu papamóvel. A celebração aconteceu no Parque París Londres, um amplo espaço verde na extremidade sul da cidade.

Ao longo do trajeto, a presença do papa foi marcada por gritos e aplausos, sinal da forte mobilização dos católicos da região.

Homilia une fé, tradição e o chá mate

Em sua homilia, Leão lembrou aos presentes que a fé católica tem sido “parte da vida do povo uruguaio desde seus primeiros dias, e deve ser transmitida às futuras gerações com coragem criativa!”.

O papa também citou o ritual de beber mate, o chá de ervas amargo que os uruguaios e outros povos, incluindo os do Sul do Brasil, têm o costume de tomar. Para ele, a prática é um símbolo de unidade e encontro que deveria inspirar a propagação da fé.

“Devemos refletir sobre esses símbolos que compartilhamos, que nos dão identidade e um senso de pertencimento, que nos falam de nossas origens e nos apontam para o futuro”, disse Leão.

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Visita a bairro de Montevidéu e vigília no Estádio Centenário

Mais tarde no sábado, Leão deve reforçar o compromisso da igreja com os uruguaios ao visitar um bairro de Montevidéu assolado pelo tráfico de drogas e pela violência de gangues. No local, a igreja trabalha com as autoridades municipais para construir habitações e programas de reabilitação para dependentes.

O evento final do dia deve reforçar o apelo para rejeitar a indiferença religiosa e abraçar a fé. A programação prevê umavigília de oração no Estádio Centenário de Montevidéu.

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