Pais de Casper OBrien são acusados de homicídio e abuso infantil após morte do menino em Michigan

Casper OBrien, de 7 anos, morreu em Michigan, levando à acusação dos pais por homicídio e abuso infantil, com possíveis penas de prisão perpétua.

Fotos de fichamento policial de Damien O’Brien e Jessica O’Brien divulgadas pelo Escritório do Xerife do Condado de Genesee

Após a morte trágica de Casper OBrien, um menino de 7 anos que pesava mais de 115 kg, seus pais foram acusados de homicídio e abuso infantil. O caso ocorreu em Flint Township, Michigan, onde o garoto faleceu em 4 de novembro de 2025. A informação é da WNEM, afiliada da CNN, com base na Promotoria do Condado de Genesee.

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Casper foi encontrado em estado crítico após uma chamada para o serviço 911 relatando dificuldades respiratórias. Segundo o laudo da autópsia do médico legista do Condado de Genesee, ele morreu devido a uma cardiomiopatia dilatada, uma condição cardíaca que provoca o aumento das câmaras do coração, tornando – as incapazes de bombear sangue adequadamente.

Essa doença está frequentemente relacionada à obesidade mórbida, definida por um índice de massa corporal (IMC) igual ou superior a 40.

Ações judiciais contra os pais

Damien e Jessica OBrien enfrentam acusações formais desde 23 de junho por homicídio sem premeditação e três acusações de abuso infantil. Caso sejam condenados, eles podem pegar prisão perpétua. Uma das denúncias se refere à irmã mais nova de Casper, que tem apenas 5 anos.

Durante a investigação na casa da família no ano passado, as autoridades encontraram a menina em condições preocupantes: suja, com cabelos embaraçados e apresentando obesidade mórbida.

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Os advogados do casal afirmaram que ainda é cedo para discutir as acusações e que não receberam toda a documentação do caso. Elias Fanous, defensor de Damien OBrien, ressaltou que seu cliente é considerado inocente até que se prove o contrário em tribunal e afirmou sua intenção de defender OBrien nos tribunais e não na imprensa.

Condições precárias e saúde do menino

Na época da morte, Casper media 1,27 metro e tinha um IMC alarmante de 71,7. Para comparação, o IMC típico para crianças da mesma idade gira em torno de 16, segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos.

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O menino não frequentava a escola e sua última consulta médica foi em 2024, quando pesava cerca de 47 kg e foi diagnosticado com tosse aguda e problemas metabólicos.

O relatório indica que Casper deveria ter sido encaminhado a um endocrinologista pediátrico após essa consulta, mas nunca recebeu atendimento especializado. Além disso, informações obtidas pelo médico legista revelam que a família vivia em uma residência mal conservada, repleta de lixo acumulado.

A alimentação do menino era composta principalmente por batatas fritas industrializadas e fast – food, enquanto ele demonstrava aversão à água e ao banho.

O promotor David Leyton classificou o caso como “triste” e “horrível”, ressaltando a negligência dos pais em relação ao bem – estar e às necessidades médicas do filho. Ele destacou ainda que essa falta de cuidado levou Casper a desenvolver graves problemas físicos que resultaram em sua morte prematura.