Forças Armadas dos EUA intensificam presença na Venezuela com mais de 900 militares para operações

A intensificação da presença militar dos EUA na Venezuela visa apoiar operações de socorro após terremotos devastadores que causaram destruição e vítimas.

30/06/2026 21:46

3 min

Imagem divulgada pelo Comando Sul dos EUA mostra militares embarcando em um avião com destino à Venezuela
Imagem divulgada pelo Comando Sul dos EUA mostra militares embar...

As Forças Armadas dos EUA estão intensificando sua presença na Venezuela e nas áreas vizinhas, com o objetivo de apoiar operações de socorro. Atualmente, mais de 900 militares estão dentro do país, enquanto cerca de 800 outros estão em bases no Caribe, em locais como Porto Rico e Curaçao, conforme informou à Reuters o general Francis Donovan, comandante do Comando Sul dos EUA.

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Donovan destacou que as forças americanas têm participado ativamente de ações de busca e resgate, ajudado a reabrir o aeroporto local e mobilizado recursos aéreos e navais para facilitar a chegada de ajuda humanitária após os terremotos devastadores que atingiram a região na semana passada.

Uso de drones e inteligência

Além disso, os militares dos EUA enviaram pelo menos quatro ou cinco drones MQ-9 Reaper para sobrevoar a Venezuela. Essa ação, juntamente com uma célula de integração de informações localizada em Miami, está aprimorando a capacidade de inteligência das autoridades venezuelanas. “Estamos utilizando alguns dos mesmos recursos que usaríamos para monitorar ameaças no hemisfério para garantir que as vias estejam desobstruídas e identificar a localização de prédios danificados”, afirmou Donovan.

Ele observou que algumas informações podem ser mais difíceis para as autoridades locais obterem “a partir do solo”.

A situação atual representa uma mudança significativa nas operações das Forças Armadas dos EUA, que recentemente realizaram uma operação em 3 de janeiro para capturar o presidente Nicolás Maduro e levá – lo a Nova York sob acusações de tráfico de drogas.

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Maduro nega todas as acusações. No mês passado, outra ação militar americana resultou na morte do líder da gangue venezuelana Tren de Aragua.

Território devastado pelos terremotos

A Venezuela foi abalada por dois terremotos consecutivos, com magnitudes 7,2 e 7,5, ocorrendo com menos de um minuto de diferença na última quarta – feira (24). Os tremores derrubaram edifícios e deixaram milhares presos sob os escombros. Donovan mencionou que esses foram os primeiros militares americanos a atuar em solo venezuelano, auxiliando equipes de resgate na remoção dos escombros em busca de sobreviventes.

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As forças armadas dos EUA também ajudaram no transporte aéreo de civis. Um exemplo é o resgate realizado por equipes da Virgínia que mostraram um vídeo emocionante no fim de semana passado, onde uma mãe e seu bebê de nove meses foram salvos. A operação envolve uma logística complexa para garantir que a ajuda internacional não fique retida nos pontos de entrada.

Críticas à resposta do governo venezuelano

O governo da Venezuela tem enfrentado críticas pela lentidão em enviar equipamentos pesados ​​e equipes adequadas para busca e salvamento. Moradores relataram ter que se virar sozinhos nos dias críticos após o desastre, utilizando apenas suas mãos e ferramentas simples como pás e cordas.

No último sábado (27), a TV estatal exibiu imagens mostrando máquinas pesadas removendo escombros em algumas áreas afetadas.

Em relação ao descontentamento popular com a resposta governamental, Donovan foi cauteloso ao falar sobre a situação. Ele reconheceu que Caracas lida com as consequências de décadas de má gestão que comprometeram seriamente a infraestrutura do país.

Além disso, ele mencionou relatos sobre escassez de medicamentos e falta de equipes hospitalares como fatores que podem aumentar as frustrações da população.

Futuro das operações militares

Donovan não quis especular sobre quanto tempo as tropas americanas permanecerão na Venezuela. Ele indicou que essa questão deve ser direcionada ao Departamento de Estado americano, responsável pela coordenação geral da assistência humanitária.

Contudo, ressaltou que não há planos para uma missão prolongada no país: “Não se fala em permanecer”, afirmou.

Autor(a):

Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.

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