Orangotangos usam plantas como remédio para dores, e a ciência quer aprender com eles
Orangotangos da ilha de Bornéu usam plantas com propriedades medicinais para aliviar desconfortos físicos, como dores musculares e nas articulações. O comportamento chama a atenção de cientistas, que veem nesses hábitos pistas para novos tratamentos.
A capacidade desses primatas de reconhecer o valor terapêutico de plantas da floresta, sem nenhuma intervenção humana, é considerada uma descoberta importante sobre o autocuidado animal.
Como funciona a automedicação
Os orangotangos mastigam com cuidado folhas de espécies específicas até formar uma pasta, que depois esfregam sobre braços e pernas, em especial nas articulações doloridas. O procedimento ajuda a reduzir o desconforto e a rigidez muscular.
Pesquisas anteriores mostraram que uma das plantas usadas dessa forma, a Dracaena cantleyi, tem substâncias com ação anti-inflamatória. Em 2024, um orangotango de Sumatra também foi visto aplicando folhas mastigadas sobre um ferimento no rosto, que cicatrizou sem infecção.
A ciência aprende com a natureza
Observar esses hábitos pode orientar áreas como a farmacologia. A análise das plantas usadas pelos primatas amplia as possibilidades de encontrar compostos úteis para a saúde humana e animal, incluindo tratamentos para problemas articulares.
A importância de conservar as florestas
Para que novas descobertas sejam possíveis, é fundamental preservar o habitat dos orangotangos, ameaçados de extinção. A destruição das florestas ameaça não só a sobrevivência desses animais, mas também o acesso ao conhecimento sobre plantas medicinais.
Proteger as matas tropicais significa conservar uma biodiversidade rica em segredos valiosos, tanto para a fauna quanto para o potencial farmacológico das plantas.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.
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