Dave Grohl chora após tocar “Highway To Hell” com o AC/DC em show em St. Louis

O Foo Fighters substituiu o The Pretty Reckless na abertura e também tocará em 2 de outubro, no MetLife Stadium, no show de encerramento da turnê Power Up.

3 min

Dave Grohl | Foto: Scott Dudelson/Getty Images for Coachella
Dave Grohl | Foto: Scott Dudelson/Getty Images for Coachella

Dave Grohl revelou que “desabou em lágrimas” depois de tocar “Highway To Hell” ao vivo com o AC/DC, na noite em que o Foo Fighters abriu o show da banda australiana de rock.

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O Foo Fighters substituiu The Pretty Reckless, que era o ato de abertura original, no dia 8 de setembro, em St. Louis. Grohl classificou a experiência com uma fala carregada de emoção: “Foi literalmente um sonho realizado”.

Grohl subiu ao palco a convite de Brian Johnson

A ideia inicial era uma colaboração pontual. Durante o show, o vocalista Brian Johnson contou ao público que Grohl tinha pedido para tocar “Highway To Hell” com a banda e o convidou a subir ao palco.

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Ao relembrar o momento em entrevista à rádio The Rock, Grohl disse: “Saí do palco e desabei em lágrimas”. Segundo a publicação NME, ele também afirmou que “foi inacreditável tocar para eles”.

O músico descreveu o próprio estado logo depois da apresentação. “[Saí do palco] soluçando como um bebê, chorando muito, e não conseguia acreditar. Pensei: ‘Esse é um dos momentos mais marcantes de toda a minha vida’, e nunca vou me esquecer disso.”

Show de encerramento foi remarcado por questões climáticas

O show de encerramento da turnê Power Up do AC/DC precisou ser remarcado por causa do clima. Com isso, o Foo Fighters também ficou responsável por abrir a noite de 2 de outubro, no MetLife Stadium, em Nova Jersey.

Na mesma entrevista, Grohl comparou a experiência a outras que já teve. Segundo ele, o AC/DC tinha “o palco mais barulhento” em que já esteve em toda a sua vida.

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Este ano, o Foo Fighters lançou seu 12º álbum, Your Favorite Toy, e saiu em turnê pelos Estados Unidos com a série Take Cover.

Highway to Hell virou hino da rebeldia do rock

A faixa foi lançada em 1979 e entrou para a história como um dos símbolos da rebeldia no rock mundial. Na época, algumas pessoas a chamaram de “satânica” por causa do tema ligado ao inferno e ao diabo. A letra, no entanto, nasceu da sensação de estar em turnê, livre na estrada.

O título também batizou o sexto álbum de estúdio da banda australiana. O disco foi o primeiro do AC/DC a ultrapassar a marca de um milhão de cópias vendidas nos EUA e ajudou a consolidar a canção como uma das mais influentes de todos os tempos.

A música também marca o auge da era de Bon Scott, vocalista do AC/DC que morreu poucos meses depois do lançamento do clássico.

Documentário da infância despertou a paixão de Grohl

Grohl contou que começou a gostar da banda australiana por meio do documentário AC/DC: Let There Be Rock (1980), que assistiu quando era criança. Antes disso, ele achava que rock and roll era coisa como os Beatles e o KISS.

Foi no filme que ele viu um músico tão encharcado de suor que precisava de um tanque de oxigênio. A cena o marcou. “Pensei: ‘É isso que eu quero ser quando crescer. Quero ser esse cara.’”

A turnê Power Up começou na Alemanha em maio de 2024 e terminou no mês passado. O grupo, que já soma mais de 50 anos de carreira, deixou em aberto a possibilidade de novas apresentações. Os integrantes já passam dos 70 anos e definem o futuro após a última série de shows como “um terreno desconhecido”.

Mesmo assim, Brian Johnson deixou um recado: “Esperamos ver vocês novamente”.

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