Operação Fluxo Oculto: MPSP e Receita Federal desmantelam rede de lavagem de dinheiro ligada ao PCC

Operação Fluxo Oculto: MPSP e Receita Federal Combatem Lavagem de Dinheiro
Na quinta-feira (28), o Ministério Público de São Paulo (MPSP) e a Receita Federal realizaram a Operação Fluxo Oculto, visando desmantelar uma rede de lavagem de dinheiro, fraudes e sonegação fiscal associada ao PCC (Primeiro Comando da Capital) no setor de combustíveis e fintechs.
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As investigações revelaram a atuação de seis novas fintechs ligadas à facção criminosa. Um dos principais alvos dessa fase da operação é um produto utilizado na indústria química e petroquímica, que estaria sendo desviado ilegalmente para postos e distribuidoras de combustíveis.
A operação resultou no cumprimento de 59 mandados de busca e apreensão em diversas cidades, incluindo São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná e Mato Grosso do Sul. Entre os alvos, destacam-se instituições financeiras localizadas na Avenida Faria Lima, um dos principais centros financeiros do Brasil.
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Locais Alvos da Operação
- Avenida Faria Lima (SP): A operação incluiu a Ello Gestora de Recursos Ltda., situada em um dos prédios mais conhecidos da zona Oeste de São Paulo, que abriga várias multinacionais.
- Vila Nova Conceição (SP): Outro endereço da Ello também foi alvo, localizado em uma área de alto padrão na zona Sul da capital.
- Alphaville (SP): A empresa America Payment S.A. foi alvo em Alphaville, uma região reconhecida por seus condomínios de luxo e centros empresariais.
- Cidade Jardim (SP): Um mandado foi cumprido em um endereço no bairro nobre de Cidade Jardim, embora o alvo específico não tenha sido divulgado.
- Barra da Tijuca (RJ): No Rio de Janeiro, a operação atingiu empresas do grupo Smart Solutions, que operavam na região conhecida por seus complexos corporativos.
- São José do Rio Preto (SP): Outras empresas, como Ceopag Instituição de Pagamento e Fundopay S.A., também foram alvos em mandados na cidade.
- Itaim Bibi (SP): O Grupo Sispay foi investigado em endereços da região do Itaim Bibi, próximo a importantes centros financeiros.
Esquema de Lavagem de Dinheiro
Segundo a Receita Federal, as chamadas “contas bolsão” eram utilizadas para centralizar o recebimento de recursos, dificultando o rastreamento e ocultando os verdadeiros destinatários. A “blindagem patrimonial” era facilitada por uma estrutura opaca das fintechs, que se beneficiavam da falta de compliance rigoroso e da ausência de obrigações fiscais.
O problema é de grande magnitude, com uma única instituição recebendo mais de R$ 1 bilhão em dinheiro vivo, um valor considerado atípico para o setor.
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Atualmente, os fundos investigados possuem um patrimônio estimado em R$ 205 milhões, apresentando um crescimento superior a 200% em pouco mais de um ano. O Grupo YAW, um dos alvos da operação, emitiu uma nota afirmando que não possui registros de processos criminais e que mantém um programa de compliance estruturado, além de não ter vínculos com organizações criminosas.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



