Operação Fallax: PF desmantela esquema de fraudes bancárias contra a Caixa

PF cumpre 21 mandados de prisão contra grupo que fraudava a Caixa; CEO do Grupo Fictor, que tentou comprar o Banco Master, é alvo

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Foto: Reprodução

Operação Fallax: Polícia Federal desmantela organização criminosa de fraudes bancárias

A Polícia Federal iniciou na quarta-feira, 25, a Operação Fallax, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa que praticava fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal. A investigação, que já apura movimentações suspeitas envolvendo o Grupo Fictor, pode resultar em acusações que somam mais de 50 anos de reclusão para os envolvidos.

A ação foi coordenada pela Justiça Federal de São Paulo, abrangendo cidades de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

Alvo principal: Grupo Fictor e a negociação do Banco Master

Um dos principais alvos da operação é Rafael Góis, sócio-fundador e CEO do Grupo Fictor. A empresa havia anunciado a compra do Banco Master, uma negociação que envolvia investidores árabes e um investimento de R$ 3 bilhões. No entanto, a aquisição não se concretizou.

Após a decisão do Banco Central (Bacen), os investidores do Grupo Fictor resgataram R$ 2 bilhões, o que levou o grupo a entrar com um pedido de recuperação judicial, envolvendo as empresas Fictor Holding e Fictor Invest.

Investigação e fraudes complexas

Segundo a Polícia Federal, o grupo utilizava funcionários de outras instituições financeiras, incluindo a Caixa Econômica Federal, para realizar movimentações financeiras e ocultar recursos ilícitos. As fraudes investigadas podem ter causado prejuízos superiores a R$ 500 milhões.

A PF detalha que a organização empregava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos, com funcionários inserindo dados falsos nos sistemas bancários para facilitar saques e transferências indevidas. Esses valores eram então convertidos em bens de luxo e criptoativos, dificultando o rastreamento.

Mandados e bloqueio de bens

Foram cumpridos 43 mandados de busca e apreensão e 21 de prisão preventiva. Além disso, foi determinado o bloqueio e o sequestro de bens de até R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. A investigação também autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

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Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, estelionato qualificado, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta, corrupção ativa e passiva, e crimes contra o sistema financeiro nacional.

Resposta da defesa de Rafael Góis

A defesa de Rafael Góis informou que, após ter acesso ao conteúdo da investigação, prestará os esclarecimentos necessários às autoridades competentes, buscando elucidar os fatos. A operação continua em andamento, com a Polícia Federal buscando identificar todos os envolvidos e recuperar os recursos desviados.

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