ONU fracassa em Ormuz: o que Rússia e China vetaram sobre o fluxo global de petróleo?

Conselho de Segurança da ONU fracassa em aprovar resolução sobre o Estreito de Ormuz
O Conselho de Segurança da ONU não conseguiu aprovar um projeto de resolução apresentado pelo Bahrein, visando garantir a livre navegação no estreito de Ormuz. A passagem marítima encontra-se bloqueada pelo Irã em meio aos conflitos com Israel e os Estados Unidos.
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Em votação realizada nesta terça-feira (7), a proposta foi vetada pela Rússia e pela China. O texto original previa medidas defensivas coordenadas para proteger embarcações mercantis e comerciais na região.
Detalhes da votação e objetivos da resolução
A resolução recebeu 11 votos a favor e contou com duas abstenções, registradas pela Colômbia e pelo Paquistão. O objetivo central era estabelecer ações conjuntas entre os Estados-membros para assegurar a segurança da navegação no estreito.
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Isso incluía, por exemplo, a possibilidade de escolta de navios. O estreito de Ormuz é vital para o comércio global, sendo uma das rotas estratégicas por onde transita cerca de 20% do petróleo mundial.
Posições internacionais
A proposta também visava impedir qualquer tentativa de obstrução ou interferência na navegação internacional pela área. O Bahrein, que detém a presidência rotativa do Conselho, apresentou o documento em resposta a uma conduta que o país considerou ilegal, exigindo uma “ação decisiva” imediata.
Voto russo e chinês contra a iniciativa
A Rússia, por meio de seu embaixador Vassily Nebenzia, criticou o texto por ignorar as “verdadeiras causas” da crise, apontando os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã, e responsabilizar Teerã de forma unilateral. Moscou alertou que a resolução poderia legitimar o uso da força.
A China votou contra, classificando o documento como desequilibrado e incapaz de tratar a “causa raiz” do conflito. Pequim atribuiu a origem da crise aos ataques dos EUA e Israel ao Irã, sem autorização do Conselho.
Visões dos Estados Unidos e posição do Irã
Os Estados Unidos defenderam a resolução, alegando que Teerã tem atacado navios comerciais, minado a rota e lançado mísseis contra países do Golfo. Washington afirmou que o texto buscava garantir a liberdade de navegação e pressionar o Irã a reabrir o estreito.
Em contrapartida, a missão diplomática do Irã na ONU agradeceu o apoio da Rússia e da China, alegando que a aprovação da resolução legitimaria a “agressão dos Estados Unidos” no Oriente Médio.
Tensão crescente no Oriente Médio
A rejeição na ONU ocorre em um momento de alta tensão na região. O dia marca o prazo final estipulado pelo presidente Donald Trump para que o Irã reabra totalmente o estreito.
Enquanto as negociações diplomáticas seguem tensas, a ofensiva militar se intensificou nesta terça-feira (7). Os EUA realizaram novos ataques, e Israel atingiu infraestruturas em cidades iranianas como Qom e Shiraz.
O governo iraniano manteve uma postura desafiadora, ameaçando fechar a via marítima de Bab el-Mandeb caso a situação não se estabilize, e alertando que pode escurecer “todo o Oriente Médio” se sua rede elétrica for atacada pelos EUA.
Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.
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