ONS: baterias podem reduzir cortes de energia em até 50%

ONS estima que leilão de armazenamento em dezembro definirá o impacto das baterias no sistema elétrico.

25/09/2026 00:52

3 min

Sistemas de armazenamento de energia
Sistemas de armazenamento de energia

O uso de baterias no sistema elétrico brasileiro pode reduzir os cortes na geração de energia, chamados de curtailment, em algo entre 40% e 50%. A estimativa foi feita pelo diretor – geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Márcio Rea, durante o evento CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado, realizado nesta quinta – feira (24), em São Paulo.

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A redução, segundo Rea, depende diretamente do resultado do leilão de armazenamento de energia, que está marcado para dezembro. As declarações foram dadas em um encontro que reuniu especialistas e lideranças do setor para discutir os rumos da matriz energética brasileira.

Como as baterias podem ajudar o sistema elétrico

Na prática, as baterias funcionam como grandes reservatórios de energia. Elas armazenam o excedente gerado em momentos de maior oferta — especialmente por usinas solares e eólicas — para devolver essa energia à rede quando a demanda cresce ou a geração natural cai, como à noite ou em dias sem vento.

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Essa tecnologia é apontada como uma solução para reduzir os cortes de geração, conhecidos tecnicamente como curtailment. Além disso, oferece mais flexibilidade e segurança para a operação do sistema elétrico como um todo. Países como China, Estados Unidos e Austrália já adotam sistemas de armazenamento em larga escala para integrar fontes renováveis às suas redes.

“As baterias vão ajudar bastante também com a questão do curtailment, deve melhorar entre 40% e 50%, a depender do resultado do leilão, que deve ser bom”, afirmou Márcio Rea durante o evento.

Curtailment não é um problema só do Brasil

O diretor – geral do ONS também destacou que os cortes de geração não são uma exclusividade do sistema elétrico brasileiro. “Curtailment não é novidade, no mundo está assim”, disse Rea. A declaração busca contextualizar o debate e mostrar que o desafio é global, especialmente com o avanço das fontes intermitentes, como solar e eólica.

Rea avaliou ainda que o leilão de reserva de capacidade, conhecido como LRCAP, ocorreu em um momento oportuno. Mas ele ponderou que o sistema elétrico brasileiro ainda precisa ampliar sua disponibilidade de potência para garantir o atendimento da demanda nos momentos de pico.

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O CNN Talks Energia: O Brasil diante de um novo mercado seguiu com debates sobre as principais urgências do setor e os caminhos possíveis para modernizar a matriz energética nacional. Especialistas e lideranças presentes discutiram desde a regulação até os investimentos necessários para integrar novas tecnologias, como o armazenamento em baterias, ao sistema elétrico.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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