Ondas de calor causam mortes e pressionam hospitais na França

Calor extremo provoca mortes em excesso, pressiona hospitais franceses e deixa 36 mil pessoas sem energia no sul do país.

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O ministro do interior francês, Laurent Nuñez, visita um quartel dos bombeiros em que foi montada uma estrutura para dar banhos de resfriamento de emergência em Paris, capital francesa | Foto: Reprodução
O ministro do interior francês, Laurent Nuñez, visita um quartel...
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Na França, a agência Santé publique France estimou cerca de mil mortes em excesso desde 24 de junho ligadas à onda de calor, segundo dados preliminares.

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O impacto do fenômeno foi tão grande que os serviços de ambulância responderam a mais de cento e vinte mil chamados nos últimos dias. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, confirmou o volume dos atendimentos realizados nas últimas semanas.

Crise hospitalar e impactos imediatos

A situação ainda preocupa as autoridades francesas: Sébastien Lecornu, primeiro-ministro da França, declarou que os hospitais devem continuar operando sob intensa pressão ao longo desta semana quente.

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Além disso, por causa das altas temperaturas no sul da França, 36 mil pessoas ficaram sem energia elétrica.

O alerta global sobre aquecimento extremo

Em nível continental, a Europa é apontada como o continente que aquece mais rapidamente. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou para esse ritmo acelerado, cerca de duas vezes superior à média global.

“O fenômeno que ocorria uma vez por geração agora acontece anualmente”, escreveu Tedros em mensagem publicada na rede social X, enfatizando os riscos associados às altas temperaturas.

Segundo ele, as consequências desse estresse térmico costumam ser silenciosas e letais; grande parte das residências, locais de trabalho ou escolas não está preparada estruturalmente para enfrentar esses níveis extremos de calor.

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Medidas protetivas exigidas pela legislação

As ondas de calor também atingiram países vizinhos. Temperaturas recordes foram registradas até mesmo na Alemanha, Polônia, República Tcheca e Ucrânia, com máximas ultrapassando 40 °C em algumas regiões.

A nível legal, a própria Alemanha determina que o monitoramento do estresse por temperatura deve começar já aos 26 °C no local de trabalho. A partir dos 30 °C é obrigatório adotar medidas preventivas específicas para os trabalhadores, como fornecer bebidas adequadamente ou ajustar horários laborais.

Preocupações setoriais além das altas temperaturas

O impacto não se restringe apenas à saúde humana; setores vitais também estão sob alerta devido ao calor intenso e às mudanças ambientais associadas. Na Itália, há grande preocupação com como as elevações da temperatura nos rios afetam diretamente a produção agrícola regional.

Outro ponto crítico levantado foi o resfriamento necessário na usina nuclear de Paks, localizada na Hungria. Por fim, por causa do clima extremo, o governo da República Tcheca recomendou evitar atividades físicas.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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