Oncoclínicas enfrenta incertezas com rumores de recuperação extrajudicial e ações caem 55,72% em
a Oncoclínicas busca avançar nas negociações com credores para evitar a recuperação extrajudicial, enquanto suas ações enfrentam forte desvalorização
Rumores sobre recuperação extrajudicial da Oncoclínicas geram cautela no mercado
A Oncoclínicas enfrenta um cenário de incertezas após rumores de que poderia protocolar um pedido de recuperação extrajudicial, com o vencimento da medida cautelar obtida na Justiça. A medida, que suspendeu cobranças e protegeu a empresa de ações de credores, vence nesta terça-feira (16), aumentando a atenção dos investidores sobre a reestruturação financeira da rede de clínicas oncológicas.
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Nos últimos dias, a preocupação com a situação da empresa pressionou suas ações, que caíram 55,72% em 2026, com uma perda de 1,64% registrada nesta segunda-feira. Fontes próximas à companhia indicam que a prioridade é avançar nas negociações com credores antes de decidir sobre a recuperação extrajudicial, que teria mais chances de sucesso se respaldada por acordos prévios.
Movimentações nos bastidores e situação financeira
Embora a proximidade da data tenha gerado especulações, interlocutores afirmam que as negociações continuam sem definições formais. Na última sexta-feira, a Journey Capital e o escritório Felsberg Advogados foram contratados para representar os detentores de Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRIs), que representam a maior parte da dívida da Oncoclínicas.
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Dados mostram que os instrumentos de mercado de capitais, incluindo debêntures e CRIs, somam cerca de R$ 2,93 bilhões, correspondendo a 91% do endividamento financeiro da empresa. Entre os principais credores estão investidores de plataformas como XP, BTG Pactual e Banco do Brasil.
A contratação de assessores pelos detentores dos CRIs sugere uma tentativa de coordenação para fortalecer as negociações.
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Desempenho financeiro e impactos operacionais
A Oncoclínicas registrou um prejuízo de R$ 3,67 bilhões em 2025, com uma dívida financeira próxima de R$ 3,2 bilhões. A empresa também descumpriu indicadores financeiros, apresentando uma alavancagem de 4,3 vezes o Ebitda, acima do limite de 3,5 vezes estipulado em contratos.
Em comunicado, a companhia afirmou que a recuperação extrajudicial está sendo avaliada nas discussões com credores.
A crise financeira impactou a operação, com relatos de interrupções em atendimentos e tratamentos devido a dificuldades no fornecimento de medicamentos. A Oncoclínicas informou que está trabalhando para normalizar os serviços. Até o fechamento desta matéria, a empresa não havia retornado ao CNN Money.
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O espaço permanece aberto para manifestações.