OFAC impõe sanções a PCC com foco financeiro nos EUA

OFAC endurece sanções contra PCC com foco financeiro nos EUA; autoridades alertam para risco à segurança nacional.

01/07/2026 16:39

3 min

Operação da Polícia Federal mira facções criminosas
Operação da Polícia Federal mira facções criminosas

O governo dos Estados Unidos anunciou nesta quarta – feira (1º), através do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC), sanções financeiras contra integrantes e empresas ligadas ao Primeiro Comando da Capital (PCC) desde que o grupo foi enquadrado como uma organização criminosa transnacional.

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A medida visa dois brasileiros específicos — Victor Henrique de Oliveira Shimada e Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira —, além das ações tomadas em três companhias sediadas no Brasil: Victory Trading Intermediação de Negócios Cobranças e Tecnologia Ltda., Pixwave Soluções de Pagamentos Ltda. e Wave Construções Inteligentes Ltda.; também está incluída a empresa portuguesa Avenidas Flutuantes Unipessoal Ltda.

Sanções atingem estrutura paulista do PCC

O Departamento do Tesouro dos EUA justificou as sanções ao classificar o Primeiro Comando da Capital como uma “maior organização criminosa transnacional do Hemisfério Ocidental”. Segundo este órgão, tal facção representa perigo significativo para a segurança nacional americana em geral.

As autoridades americanas apontam que os membros utilizavam estruturas financeiras dentro de território estadunidense — com foco especial na região da Flórida —, local onde realizariam lavagem de dinheiro proveniente diretamente das atividades do narcotráfico e financiamento internacional.

As novas medidas determinam imediatamente o bloqueio total de todos os bens e ativos sancionados sob jurisdição dos EUA; além disso, cidadãos ou empresas norte – americanas ficam proibidos de qualquer transação envolvendo essas pessoas listadas.

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Investigações focaram em movimentações ilícitas

Segundo informações divulgadas pelo Tesouro americano, Victor Henrique de Oliveira Shimada foi apontado como um elo fundamental na estrutura que realizava lavagem de dinheiro baseando – se no estado de São Paulo. Ele teria sido responsável por mover mais de US 30 milhões em recursos considerados ilegítimos e gerados ao longo das diversas cidades dos Estados Unidos continentais.

As investigações também indicam o uso constante de criptomoedas para remeter valores diretamente do exterior rumo ao Brasil sob a bandeira da facção criminosa. As autoridades americanas relembram ainda sobre uma prisão anterior: Shimano havia sido detido pela Polícia Federal (PF) em janeiro de 2025, durante apuração relacionada à suspeita de desvio financeiro envolvendo um contrato fraudulento que envolvia patrocínio de clube paulista brasileiro; embora não tenha citado nominalmente tal instituição, este é o contexto apontado pelo caso.

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Papéis operacionais e administrativos. As sanções também atingem Stella Stefanie Nunes Henrique de Oliveira. As autoridades dos EUA a descrevem como parente direta do empresário Shimada e uma colaboradora ativa no esquema criminoso em questão.

Ela teria exercido funções tanto administrativas quanto operações dentro da rede PCC: atuando na função de secretária para Shimano e intermediando grandes coletores de dinheiro vivo; além disso, prestava apoio logístico às complexas atividades destinadas à lavagem desses recursos financeiros ilícitos.

Impactos das medidas

A decisão sancionatória ocorre após um trabalho investigativo conjunto realizado pelo FBI (Federal Bureau of Investigation), o Departamento de Justiça dos EUA e a Força – Tarefa de Segurança Interna.

O Tesouro explica que esta não é uma ação isolada:

No início deste ano — em janeiro —, já havia ocorrido outra operação onde seis membros da célula do PCC instalados na Flórida foram presos sob acusação específica de lavar dinheiro, evidenciando os esforços contínuos.

“Não podemos permitir que crime organizado no Hemisfério Ocidental estabeleça operações solo americano contribuindo para ilegalidade”, afirmou Gene Lange, subsecretário responsável por Terrorismo e Inteligência Financeira junto ao Depto. do Tesouro.

Ele complementou ainda dizendo que a medida representa “mais um passo” dos EUA contra o crescimento das receitas ilícitas geradas pelo Primeiro Comando da Capital dentro suas fronteiras americanas.”

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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