Nova sede do governo da Colômbia em Barranquilla gera críticas e comparações com a Casa Branca

A adaptação de uma casa em estilo neoclássico, localizada na sede da Segunda Brigada do Exército, foi alvo de críticas por parte da oposição, que questiona a escolha de não governar a partir da tradicional Casa de Nariño, em Bogotá.
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Ele afirmou que “não está sendo construído um novo palácio” e destacou que a construção já existe há muitos anos. A proposta visa redefinir a presença física do Poder Executivo nas regiões e descentralizar a gestão governamental, mas rapidamente se transformou em um debate estético e político.
Críticas e comparações
As críticas não tardaram a surgir. María Fernanda Carrascal, deputada pelo partido de esquerda Pacto Histórico, alfinetou De La Espriella em sua conta oficial no X, afirmando: “Seremos motivo de piada no mundo por 4 anos”. Ela se referiu à nova sede como uma versão da Casa Branca feita de drywall, insinuando que o presidente estaria governando remotamente de Barranquilla.
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Outros opositores foram ainda mais sarcásticos ao chamarem o local adaptado de “Casa Branca da Temu” e “Casa de Nariño de papelão”. Para eles, o estilo neoclássico escolhido para a reforma remete à arquitetura institucional norte – americana e é visto como um sinal de vaidade pessoal do presidente.
A ex – senadora María José Pizarro também criticou De La Espriella ao afirmar que ele copia tudo e faz uma imitação barata da Casa Branca.
Defesa do presidente
Em resposta às críticas, De La Espriella defendeu sua escolha com veemência. Ele argumentou que o estilo neoclássico faz parte da história urbana de Barranquilla e que comparar sua nova sede com a Casa Branca demonstra desconhecimento sobre arquitetura e contexto histórico. “Sua arquitetura faz parte de muitas construções históricas da minha querida Barranquilla”, declarou.
Óscar Montes, analista político do jornal El Heraldo, comentou sobre a polêmica. Segundo ele, muitos críticos ainda não compreendem as intenções do presidente e nutrem uma nostalgia pelo poder centralizado em Bogotá. Montes ressaltou que Barranquilla já teve um período próspero entre 1914 e 1945 e acredita que as zombarias são fruto da ignorância sobre a importância histórica da cidade.
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A visão do novo governo
De La Espriella enfatizou que as obras na sede alternativa foram realizadas com recursos próprios e doações privadas, sem utilização de verbas públicas. Além disso, anunciou planos para sedes alternativas nas cidades de Medellín e Cali durante seu mandato até 2030.
Ao confirmar sua intenção de despachar ocasionalmente da Casa de Nariño — que futuramente será transformada em um museu — o presidente concluiu: “Não estou construindo um novo palácio. Estou construindo uma nova forma de governar a Colômbia.”
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



