Nova Pádua produz mais de 5,5 milhões de litros de vinho por ano em 27 vinícolas

Nova Pádua, na Serra Gaúcha, reúne cerca de 2.300 moradores e 27 vinícolas, responsáveis por mais de 5,5 milhões de litros de vinho por ano. A cidade preserva tradições da imigração italiana e oferece degustações diretamente nas propriedades, além de uma vista para o vale do Rio das Antas.
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O Belvedere Sonda, a 5 km do centro, é um dos principais pontos de visitação. Vinhos, sucos integrais e espumantes também podem ser comprados nas cantinas familiares.
Imigração italiana marca a história de Nova Pádua
Sete famílias vênetas chegaram à 16ª Légua do Campo dos Bugres em 1886. Entre os pioneiros havia comerciantes, um professor, um ferreiro e agricultores.
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Em 1890, foi benta a imagem de Santo Antônio, e a localidade recebeu o nome de Nova Pádua, em homenagem à cidade italiana ligada ao santo. O povoado foi distrito de Caxias do Sul e, depois, de Flores da Cunha, até a emancipação, decretada em março de 1992.
O legado dos colonos continua nas comunidades do interior, chamadas de travessões, e no talian, dialeto vêneto ainda ouvido em conversas de bodega e nas missas de domingo.
Vinícolas recebem visitantes para degustação
As vinícolas dividem espaço com a agricultura familiar, que também cultiva pêssego, maçã, alho e cebola. Muitas cantinas são administradas por descendentes dos primeiros colonos e recebem visitantes nas próprias propriedades.
É possível encontrar vinhos de mesa e finos feitos com uvas dos parreirais familiares, além de sucos de uva integrais e espumantes vendidos no balcão. Algumas cantinas mantêm porões de pedra e técnicas de vinificação herdadas dos avós.
Os produtos são vendidos diretamente pelos produtores. Os valores variam e devem ser consultados com cada vinícola.
Belvedere Sonda tem vista para o vale do Rio das Antas
A 5 km do centro, o Belvedere Sonda oferece vista para o vale do Rio das Antas, a barragem da usina, a balsa, o cachoeirão e cascatas nas encostas cobertas de mata. O local tem hotel e restaurante, e a parada pode se estender até o pôr do sol.
Nas manhãs de inverno, a neblina cobre o vale e se dissipa aos poucos, revelando as curvas do rio. O vento no paredão costuma ser gelado, mesmo em dias de sol, por isso é recomendado levar casaco.
Festas coloniais e roteiro de um dia
A FEPROCOL, Feira de Produtos Coloniais criada em 1983, reúne vila colonial, exposição de produtos e desfile das soberanas. A Festa do Colono e do Motorista, realizada em julho, termina com desfile de caminhões e tratores agrícolas; a data deve ser consultada no canal oficial da prefeitura.
Também há torneios de bocha e rodeios nas comunidades do interior. Para quem busca aventura, o rafting no Rio das Antas deve ser feito com operadora credenciada e equipamentos de segurança.
Próxima de Flores da Cunha e Caxias do Sul, Nova Pádua pode ser incluída em um roteiro maior pela Serra Gaúcha. A sugestão é reservar pelo menos um dia para visitar duas ou três vinícolas, almoçar galeto com polenta e massa caseira e subir ao belvedere no fim da tarde.
A vindima ocorre entre janeiro e março e marca o ritmo do ano. A hospedagem é simples, e as estradas atravessam parreirais.
Editoria:
Redação Brasil
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