Mesmo sem nunca ter sido atleta, Neville Sandiford vira recordista mundial de croqué aos 101 anos

Neville começou a jogar aos 79 anos, após Joan achar um anúncio de aulas gratuitas, e o Guinness confirmou o feito em abril de 2026.

4 min

Homem de 101 anos participou de torneio oficial de croqué | Foto: Reprodução/Catraca Livre

Aos 101 anos, Neville Sandiford recebeu o recorde de competidor masculino mais velho do croqué, em um torneio oficial. Ele começou a jogar aos 79 anos, depois de ver um anúncio de aulas gratuitas no jornal.

O feito chama atenção porque Neville não cresceu praticando o esporte. Foi a esposa, Joan, quem sugeriu a experiência. Aceitar aquele convite simples mudou a rotina do casal nas décadas seguintes.

Como a aula gratuita virou prática constante

Em 2002, Joan localizou o anúncio de um clube na região de Wellington, na Nova Zelândia, e os dois foram às aulas. Neville afirmou que ficou interessado no jogo logo na primeira vez em que segurou o taco e acertou uma bola. Ele aprendeu regras, técnica e estratégia já com 79 anos.

Antes de se dedicar ao croqué, Neville trabalhou nas ferrovias e tocou um pequeno mercado junto com Joan. Ou seja, o esporte não era a continuação de uma carreira esportiva anterior. Hoje, segundo ele, joga algumas vezes por semana e valoriza sobretudo o prazer de praticar, mais do que a busca por boas classificações.

Na primeira fase, ele jogou Association Croquet e, de acordo com o relato dele, teve bons resultados em competições do clube. Em 2005, passou a integrar o clube de Paraparaumu e começou a praticar também o Golf Croquet, que tem regras próprias.

Torneio de 2025 foi disputado em Golf Croquet

O recorde foi conquistado em 15 de agosto de 2025, durante uma competição para pessoas acima de 80 anos realizada em Paraparaumu. Naquele dia, Neville tinha 101 anos e 262 dias. O Waikanae Croquet Club organizou o evento, que foi reconhecido pela entidade nacional da modalidade e contou com árbitros e testemunhas.

O Guinness divulgou o feito em abril de 2026, após a verificação dos dados. A distinção vale para o torneio de Golf Croquet, e não para uma partida informal no gramado.

Leia também

No Golf Croquet, os jogadores tentam fazer as bolas passarem por arcos em sequência, usando estratégia de posição e interferindo no jogo do adversário. Trata-se de uma modalidade específica, e não de uma partida de golfe disputada com taco de croqué.

A certificação do torneio e da idade define o alcance do título. Ele não significa que ninguém mais velho tenha pegado um taco em casa, mas que uma competição elegível foi documentada segundo critérios oficiais.

Esforço físico e raciocínio tático pesam no jogo

O croqué exige atingir as bolas com o taco e planejar a trajetória delas no gramado. Coordenação, postura, leitura do espaço e decisões táticas fazem parte do jogo. Neville diz gostar do esforço físico e do raciocínio necessário para vencer os adversários.

Durante anos, o interesse em melhorar sustentou a participação em competições de clube e entre clubes. Hoje, porém, ele também valoriza a diversão e a convivência. O taco que usa foi feito sob medida, e ele o descreve como um objeto de sorte, já que acompanha movimentos repetidos ao longo de muitos anos.

Joan incentivou o começo e segue presente na história

Joan encontrou o anúncio e foi a primeira a defender que o casal experimentasse a modalidade. Os dois também gostavam de caminhar e de jogar bowls. Ela morreu antes do recorde, mas o incentivo dela permanece no início da trajetória.

Com Joan, Neville teve três filhos, oito netos e sete bisnetos. A família e os colegas de clube formam o ambiente em que a prática se manteve. A decisão inicial foi pequena, uma aula sem custo, mas o que sustentou a experiência foi a chance de treinar, encontrar adversários e fazer parte de um grupo que recebeu bem a presença dele.

Os 23 anos entre a aula e o torneio

A idade, sozinha, não explica o caminho percorrido. Entre a primeira aula e a competição de 2025 se passaram 23 anos. O anúncio gratuito abriu a porta, mas permanecer no clube, aprender duas versões do jogo e se inscrever em torneios foram etapas que se sucederam.

Neville recebeu o reconhecimento aos 101 anos porque continuava participando de competições reais. A história não prova que o croqué, por si só, prolongue a vida, nem garante a mesma trajetória a qualquer iniciante. Ela mostra uma atividade mantida por interesse, em circunstâncias pessoais específicas.

A Redação Esportes reúne a cobertura do Clique Fatos sobre futebol brasileiro e internacional, competições e bastidores do esporte. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.