Netanyahu diz ter ‘maioria decisiva’, mas bloco está oito cadeiras abaixo dos 61 necessários

Com 85% dos votos apurados na quarta-feira (28/10), o bloco do primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu alcança 53 das 120 cadeiras do Knesset, o Parlamento de Israel. Faltam oito assentos para os 61 necessários à maioria.
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Segundo o Comitê Eleitoral Central, a oposição liderada por Gadi Eisenkot soma 48 cadeiras, e os partidos árabes, Lista Conjunta e Raam, somam 19. A contagem continua.
Bloco de Netanyahu fica oito cadeiras abaixo da maioria
O líder da oposição, Gadi Eisenkot, disse que o resultado representa uma rejeição ao governo de Netanyahu. Em discurso a apoiadores na sede do Yashar, em Tel Aviv, ele afirmou: “Este será um novo começo. Um verdadeiro novo começo em um novo caminho. A velha era acabou, e Israel está começando uma nova era”.
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Netanyahu reivindicou a liderança do Likud e defendeu a formação de um “governo nacional de direita”. “O que vimos é que o partido Likud é o maior partido – ninguém pode competir conosco”, afirmou. Ele também sustentou que “o bloco de direita tem maioria, e é uma maioria decisiva”.
Do lado da oposição, o dirigente dos Democratas, Yair Golan, escreveu na rede social X que os eleitores haviam “demitido o governo Netanyahu” e disse estar disposto a negociar com outras forças para formar uma nova administração.
Partidos árabes ganham peso na negociação
O presidente da Lista Conjunta, Yousef Jabareen, afirmou ao Canal 13 que quem quiser tirar Netanyahu do poder terá de conversar com as legendas de maioria árabe, que ampliaram sua representação. “Qualquer pessoa que queira oferecer uma alternativa substancial e genuína ao governo sanguinário de Netanyahu terá que conversar conosco para abrir caminho para a mudança que o público israelense tanto anseia”, declarou.
Jabareen acrescentou: “Ou continuamos com o racismo, a exclusão e a supremacia, ou temos uma verdadeira parceria judaico-árabe”.
Já o presidente do Raam, também conhecido como Lista Árabe Unida, Mansour Abbas, disse esperar que o resultado definitivo permita à oposição chegar às 61 cadeiras necessárias, com o apoio de seu partido.
Participação chega a 77,7%, a maior desde 1999
As eleições legislativas registraram comparecimento de 77,7% dos eleitores aptos a votar, segundo o Comitê Central de Eleições. É a maior participação desde 1999 e representa alta de 7,1 pontos percentuais em relação ao pleito de 2022, que marcou o retorno de Netanyahu ao poder.
A mobilização foi forte também entre os militares. De acordo com o Exército, mais de 68% dos soldados haviam votado até as 17h, no horário local. Além disso, mais de 60 mil israelenses voltaram do exterior para participar da eleição.
As seções eleitorais encerraram as atividades às 22h, no horário de Israel, mas quem já estava na fila pôde votar.
Editoria:
Redação Internacional
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