Nepal identifica apenas 7% dos corpos de vítimas de enchente que matou 1.399

Famílias de vítimas seguem sem respostas oficiais semanas após o desastre que matou 1.399 pessoas.

2 min

Militares do Exército do Nepal trabalham na construção de uma ponte de ferro sobre o rio Tadi, após enchentes repentinas fatais e um deslizamento de terra, em Devighat, distrito de Nuwakot, Nepal, em 7 de setembro de 2026 | Foto: Reprodução/CNN Brasil

Autoridades do Nepal informaram nesta quarta-feira (16) que apenas cerca de 7% dos corpos recuperados após as enchentes devastadoras foram identificados. O número escancara a magnitude do trabalho que ainda espera as equipes de resgate e o sofrimento de milhares de famílias que seguem sem notícias de parentes desaparecidos.

Semanas depois de uma torrente de lama, pedras e água provocada pelo colapso de uma geleira, as esperanças de encontrar sobreviventes diminuem a cada dia. Parentes continuam em busca de respostas das autoridades locais. O desastre atingiu comunidades montanhosas e instalações de energia hidrelétrica, matando ao menos 1.399 pessoas, segundo a Autoridade Nacional de Redução e Gestão de Riscos de Desastres do Nepal.

Cerca de 5.200 pessoas continuam desaparecidas, incluindo 636 estrangeiros.

Identificação lenta e coleta de DNA

A agência nacional de desastres informou que já coletou amostras de DNA de 1.206 corpos e também de 1.889 familiares de pessoas desaparecidas. Mesmo com esse trabalho, apenas 105 corpos foram efetivamente identificados e entregues às famílias até o momento.

O número representa uma fração pequena diante do total de vítimas.

Muitas famílias ainda aguardam a confirmação oficial sobre o paradeiro de seus entes queridos.

Enquanto isso, as equipes de resgate seguem mobilizadas. Drones equipados com câmeras térmicas e helicópteros foram enviados para as áreas mais atingidas. Especialistas também foram deslocados para ajudar nas operações em locais de difícil acesso.

Leia também

Desafios nas buscas e resgates em túneis

As buscas por desaparecidos já resultaram em alguns resgates impressionantes. Pessoas que estavam presas em túneis de usinas hidrelétricas no Nepal foram salvas com vida pelas equipes. No entanto, familiares de estrangeiros afirmam que o fluxo de informações sobre as operações diminuiu com o passar dos dias.

O departamento responsável pelas buscas listou os principais obstáculos enfrentados. “Espaço aéreo limitado, terreno montanhoso de difícil acesso e a quantidade de detritos depositados são os principais desafios para localizar os desaparecidos”, informou a pasta em nota.

A mesma fonte acrescentou que atualizações regulares são fornecidas às embaixadas e às famílias por meio de canais diretos e indiretos.

A tragédia expôs a vulnerabilidade das comunidades que vivem em regiões montanhosas do Nepal, especialmente diante dos efeitos das mudanças climáticas.

Atualização em 28/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.