Nasdaq sobe no dia, mas acumula queda de 3,37% na semana e Wall Street fecha dividida

Micron avançou 5,12% e a Nvidia, 2,78%, após tombos na quinta, em um pregão em que o temor com data centers e o payroll forte pesaram sobre o mercado.

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Operador na Bolsa de Nova York | Foto: REUTERS/Brendan McDermid/Foto de arquivo

Sem direção única, as bolsas de Nova York fecharam a sexta-feira (6) com forte perda acumulada na semana. O movimento aconteceu depois de o Nasdaq ter tido, na véspera, seu pior tombo intradiário desde abril de 2025.

Ainda assim, o setor de tecnologia devolveu parte das perdas do pregão anterior. Parte dos investidores aproveitou a queda generalizada para comprar ações de chips.

Índices fecham com resultados mistos

O Dow Jones recuou 0,46%, aos 51.285,73 pontos, e acumulou baixa de 0,94% na semana. O S&P 500 subiu 0,31%, para 7.376,86 pontos, mas ainda registrou queda de 2,68% no período.

Já o Nasdaq teve a melhor performance do dia entre os três, com alta de 1,09%, aos 24.579,42 pontos. Na semana, porém, o índice cedeu 3,37%.

Temor com data centers pesou sobre o mercado

Ao longo da semana, o que mais pesou sobre os mercados americanos foi o receio de uma possível desaceleração no ritmo de construção de data centers. A preocupação veio depois de vitórias expressivas dos democratas na Câmara, no Senado e em governos estaduais considerados estratégicos.

Na sexta-feira (6), os principais índices voltaram a subir, em um movimento que, segundo a leitura do mercado, pode representar uma correção.

Micron e Nvidia reagem após quedas fortes

As ações da Micron Technology subiram 5,12%, depois de terem caído 17% na quinta-feira. A Nvidia avançou 2,78%, recuperando o terreno perdido com a queda de 9% do dia anterior, e voltou ao território positivo no ano.

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Na contramão, o setor de energia do S&P 500 foi o que mais perdeu na semana entre os 11 segmentos do índice. O grupo recuou cerca de 12% no período, quase o dobro da queda do segundo pior desempenho, o de tecnologia da informação.

Payroll forte reacende aposta em alta de juros

Os investidores também reagiram ao relatório de empregos, o payroll, de setembro. Os números vieram muito acima das previsões, e a taxa de desemprego caiu.

Para Vinicius Flores, gestor de investimentos e sócio da Stratton Capital Nova York, os dados confirmam que a economia norte-americana está acelerando. Já Luca Girardi, analista de investimentos da Nomad, afirma que o payroll reforçou a leitura de um mercado de trabalho resiliente. Segundo ele, o dado também elevou a precificação de uma nova alta de juros pelo Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na reunião de dezembro.

Girardi ponderou, porém, que a alta dos rendimentos dos Treasuries impediu um alívio mais amplo e manteve a cautela nos ativos de risco.

Na sexta-feira, a presidente do Fed de São Francisco, Mary Daly, afirmou que o BC americano pode precisar apertar ainda mais a política monetária para concluir o controle da inflação. Ela reconheceu, porém, que a taxa de juros já parece “modestamente restritiva” em alguns cálculos tradicionais.

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