Musk e Bannon contestam vitória de Lula sobre Flávio Bolsonaro e chamam resultado de ilegítimo

Prorrogação da votação até as 19h por decisão de Zanin gerou impasse nas urnas, mas o presidente do TSE, Nunes Marques, afirma que o resultado não foi afetado.

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Empresário sul-africano Elon Musk e Steve Bannon, aliado de Trump.

O empresário Elon Musk, dono da Tesla e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, questionou na segunda-feira (26) a legitimidade dos resultados das eleições brasileiras. A contestação veio depois que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) venceu o senador Flávio Bolsonaro (PL) por uma diferença de três pontos percentuais.

Musk contestou o ganho de 9,3 milhões de votos do candidato do PT em uma publicação no X. “A conta não fecha”, afirmou ao repostar outro post sobre o assunto.

Aliados de Trump atacam resultado e pedem corte de relações

Steve Bannon, ex-conselheiro da Casa Branca e também aliado de Trump, criticou o pleito e classificou o resultado como “ilegítimo”. Em seu podcast, Bannon’s Warroom, ele disse que a virada de Lula representava um “governo marxista ilegal”.

Bannon foi além e pediu que o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o presidente americano cortassem todas as relações com o Brasil. “O Secretário de Estado e o Presidente (Trump) precisam sair agora, cortar as relações diplomáticas e fechar tudo com o Brasil”, afirmou.

Prorrogação da votação gerou impasse nas urnas

As declarações vieram depois que o período de votação foi estendido até as 19h do domingo (25), por causa de relatos de problemas no transporte público em diversas regiões do país. A decisão de prorrogar o horário foi tomada pelo ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal, por volta das 17h, horário previsto inicialmente para o encerramento da votação.

A medida criou um impasse operacional, já que milhares de urnas já tinham sido fechadas. Depois, o Tribunal Superior Eleitoral esclareceu que a prorrogação valeria apenas para as seções que ainda estivessem abertas, sem possibilidade de reabrir equipamentos já encerrados.

Nunes Marques diz que resultado não foi afetado

Apesar das dificuldades, o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, afirmou que a medida não comprometeu o resultado. As urnas confirmaram a reeleição de Lula, com 51,79% dos votos, contra 48,21% de Flávio Bolsonaro.

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A diferença entre o petista e o filho do ex-presidente Jair Bolsonaro foi de 4,4 milhões de votos. o dobro da vantagem de Lula sobre Jair Bolsonaro (PL) em 2022, quando o petista venceu por 2,1 milhões de votos.

“Volto a dizer: não houve nenhuma alteração advinda da decisão judicial. Temos absoluta confiança em todo o processo eleitoral”, declarou Nunes Marques logo após a divulgação do resultado.

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