Músicas Narrativas Ampliam Experiências Culturais no Pernambuco de 2026

Músicas narrativas transformam audiodescrições de paisagens pernambucanas, ampliando experiências culturais acessíveis ao público em 2026.

06/07/2026 14:10

3 min

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Pessoas cegas ou com baixa visão ganham uma nova ferramenta para explorar os principais patrimônios históricos, culturais e naturais que o estado de Pernambuco oferece.

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O projeto Paisagens Sonoras lançou nove trilhas musicais originais em suas composições sonoras já disponíveis no perfil @paisagenssonoraspe do Instagram e no site oficial dedicado à iniciativa. As novas faixas visam enriquecer a experiência sensorial dos visitantes durante as visitas aos diversos locais mapeados pelo programa.

Música como elemento narrativo na acessibilidade cultural

A novidade consiste justamente em incorporar essas músicas às audiodescrições existentes das diferentes paisagens pernambucanas. Essa integração transforma os conteúdos, fazendo com que o som atue não apenas de fundo, mas sim como um verdadeiro elemento narrativo capaz de ampliar muito mais a percepção ambiental para quem visita esses espaços históricos.

Segundo Mateus Guedes, idealizador do projeto e responsável pela pesquisa, “O project parte da ideia de que o som também pode construir paisagem”. Ele explica ainda que as trilhas foram desenvolvidas especificamente para potencializar essa experiência já existente na audiodescrição, criando camadas sensoriais adicionais em favor desse acesso inclusivo aos patrimônios locais.

Expansão das rotas sonoras por Pernambuco

Criado originalmente no ano de 2021 com foco inicial apenas três áreas dentro do Recife, Paisagens Sonoras passou a ter um escopo muito maior. A iniciativa expandiu sua abrangência cobrindo diversas regiões e localidades pelo estado pernambucano.

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Atualmente, o projeto mapeou uma vasta área que conta com incríveis paisagens distribuídas pelas nove cidades: inclui desde os registros históricos como Marco Zero (no bairro Recife Antigo), passando pela Praça do Arsenal; até mesmo destinos naturais em Ipojuca — na Praia dos Carneiros —, ou as Cachoeiras de Bonito.

Outros locais contemplados incluem Olinda Centro Histórico, Vila de Nazaré no Cabo de Santo Agostinho, Engenho Poço Comprido em Vicência, Serra Negra em Bezerros, além das diferentes áreas visitáveis nas regiões Petrolândia e Rio São Francisco.

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Como funciona a experiência imersiva

As novas trilhas musicais estão disponíveis para serem ouvidas online. A proposta é que o público utilize essa plataforma enquanto percorre os próprios espaços patrimoniais retratados nos conteúdos sonoros; assim, ele escuta faixas inéditas criadas por músicos como Emerson Rodrigues, Isadora Melo, André Oliveira, Parrô Melo, Luccas Maia e Luis Moury durante seu trajeto pelo local.

Essa metodologia permite uma maior sensação de imersão no ambiente cultural ou natural em questão.

Ação social com a comunidade cega do Recife

Como parte da contrapartida comunitária deste trabalho, Paisagens Sonoras realizou um evento especial para participantes da Associação Beneficente dos Cegos do Recife (ASSOBECER) ainda neste mês. A ação permitiu que os membros experimentassem as paisagens sonoras focadas na região do Recife Antigo.

Durante o encontro foram apresentados conteúdos nas áreas como Praça do Arsenal e Marco Zero; além disso, foi feita uma distribuição de cartões contendo QR Code junto à identificação em Braille, facilitando muito mais tanto acesso aos materiais digitais quanto a própria experiência sensorial no local físico.

Equipe por trás das trilhas

A idealização deste projeto é fruto da parceria entre Mateus Guedes — responsável pela pesquisa geral, direção artística e produção musical —, Gabriela Oliveira (realizadora audiovisual) e Ana Sofia Santana (produtora executiva). As audiodescrições são desenvolvidas tecnicamente pelo grupo Vouser Acessibilidade.

O Paisagens Sonoras conta com o incentivo fundamental do Governo de Pernambuco; especificamente através da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult – PE), em colaboração com a Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), por meio dos recursos Funcultura.

Gabriel é economista e jornalista, trazendo análises claras sobre mercados financeiros, empreendedorismo e políticas econômicas. Sua habilidade de prever tendências e explicar dados complexos o torna referência para quem busca entender o mundo dos negócios.

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