Mulher de 30 anos confessa assassinato de casal de idosos em Belo Horizonte e revela dívida de R$ 40 mil

Uma mulher de 30 anos, suspeita de assassinar um casal de idosos em Belo Horizonte, Minas Gerais, confessou ter se endividado em R$ 40 mil com agiotas devido ao vício em jogos de azar online. Durante o interrogatório, ela afirmou que trabalhou arduamente para quitar a dívida e negou que essa tenha sido a motivação para o crime contra o advogado Cláudio Atala, de 75 anos, e sua esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala.
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A prisão de Paola ocorreu na madrugada de quinta-feira (2), em Itabira, a aproximadamente 107 km da capital mineira.
Identificada como Paola, a suspeita era funcionária da casa dos idosos, encontrados mortos na terça-feira (30). Além do homicídio, ela confessou ter roubado vários itens das vítimas, incluindo relógios, celulares, joias e dinheiro. O caso está sob investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Depatri).
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As autoridades consideram a possibilidade de roubo seguido de morte e não descartam novas acusações.
Como o crime foi descoberto
Felipe, filho do casal, procurou os pais na terça-feira (30) após não conseguir contato com eles por mais de um dia. Ao chegar ao apartamento localizado no bairro São Pedro, ele encontrou uma cena trágica. Após acionar a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), foi confirmado que Cláudio estava sobre a cama do quarto enquanto Maria Clotilde foi encontrada caída na sala em frente ao sofá.
O laudo pericial revelou que Cláudio sofreu mais de 40 facadas nas costas, barriga e pescoço. Já Maria Clotilde apresentava 15 marcas de golpes fatais na garganta e outras áreas. Inicialmente, foram contabilizadas 17 facadas para cada uma das vítimas.
Os corpos foram levados ao Instituto Médico Legal (IML) para exames e posteriormente liberados aos familiares.
Dinâmica do crime
No dia do crime, segunda-feira (29), Paola foi gravada por câmeras de segurança entrando no prédio onde o casal morava às 7h30 e saindo por volta das 15h30. Nas imagens da saída, ela aparece com roupas diferentes e carrega, além da bolsa, duas sacolas grandes que não estavam com ela pela manhã.
Ainda não há confirmação se Paola agiu sozinha durante o crime. Ela foi vista entrando em um carro ao deixar o local; esse veículo poderia ser conduzido por um possível cúmplice ou mesmo por um motorista de aplicativo chamado por ela. Na casa da suspeita, os policiais encontraram sua tia.
Segundo a parente, Paola chegou em casa às 19h acompanhada do filho e portando uma mochila preta que alegou ter ganhado.
Motivações da suspeita
Paola relatou à polícia ter tido um surto psicótico e afirmava ouvir vozes que a instruíam a matar o casal. Questionada sobre por que não apenas roubou as vítimas, ela disse ter sentido uma necessidade compulsiva de matar. O delegado Gustavo Baleta informou que Paola expressou arrependimento por suas ações e reconheceu ter destruído sua própria vida.
Reações das instituições
A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Minas Gerais (OAB-MG) divulgou uma nota lamentando profundamente o caso e prestando solidariedade aos familiares do advogado Cláudio Atala. O presidente da OAB-MG, Gustavo Chalfun, anunciou a criação de uma comissão especial para atuar como assistente de acusação no processo criminal.
A nota completa destaca: “A OAB-MG manifesta profundo pesar pelo falecimento do advogado Cláudio Atala… Neste momento de dor, a OAB-MG solidariza-se com os familiares…”. Chalfun também enfatizou que o assassinato de um advogado representa um ataque ao livre exercício da advocacia e ao Estado Democrático de Direito.
A advocacia mineira presta homenagens à memória de Cláudio Atala e expressa suas condolências aos familiares neste momento difícil.
Editoria:
Redação Clique Fatos
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